Graziano destaca importância do Brasil no combate à fome no mundo
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Agronegócio

Graziano destaca importância do Brasil no combate à fome no mundo

“O êxito no combate à fome e à miséria não é obra do acaso, mas o resultado de uma política social consciente"
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O engenheiro agrônomo e ex-ministro de Segurança Alimentar do governo Lula, José Graziano da Silva, foi homenageado na manhã dessa terça-feira (13), em Brasília, durante sessão solene realizada no plenário da Câmara, numa iniciativa do deputado Assis do Couto (PT/PR). Além de ter se destacado como criador e coordenador do programa Fome Zero, considerado um dos mais revolucionários e exitosos já vistos no combate à desnutrição, Graziano foi eleito, em junho deste ano, para a direção-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU).


A solenidade contou com a presença parlamentares, representantes do governo brasileiro — como o ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio —, de governos estrangeiros e organismos internacionais — inclusive da ONU —, além de lideranças de federações, sindicatos e outras organizações sociais da agricultura, agricultura familiar e da reforma agrária. O ministro do MDA, Afonso Florence, impossibilitado de comparecer à homenagem, foi representado pelo chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e de Promoção Comercial (AIPC) do MDA, Francesco Pierri.

Durante a sessão solene, José Graziano ouviu de alguns deputados, discursos e referências elogiosas pelo extraordinário trabalho realizado no combate à fome no Brasil. O fato de ser o primeiro diretor-geral da FAO, oriundo da América Latina e Caribe, escolhido para ocupar o cargo — do qual tomará posse em 1º de janeiro de 2012 — também foi destacado pelos parlamentares.

"Isso se constitui numa vitória da política social do governo e da diplomacia brasileiros. José Graziano terá que enfrentar muitos problemas, em meio à profunda crise econômica mundial, relativos à distribuição justa dos alimentos produzidos no mundo, à democratização do acesso à terra e à produção ambientalmente sustentável", assinalou Assis do Couto, também coordenador da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar.


A deputada Luci Choinackin (PT/SC) emocionou-se ao lembrar que programas sociais como o Fome Zero tiveram importância fundamental para a redução da pobreza no governo Lula. “Só quem já passou fome, como eu passei, consegue entender a dimensão e a grandeza de iniciativas como essas”, afirmou. Já o deputado André Moura (PSC/SE) lembrou a amizade mantida com o pai de Graziano, considerado um dos maiores especialistas e defensores da reforma agrária no Brasil. “José Gomes da Silva foi um grande brasileiro que eu tive o prazer de conhecer e de quem, certamente, Graziano herdou seus ideais”, disse o parlamentar.

Ao agradecer a homenagem, José Graziano disse que sua eleição para a direção-geral da FAO representava um reconhecimento internacional aos avanços que o Brasil fez no combate à fome. “O êxito no combate à fome e à miséria não é obra do acaso, mas o resultado de uma política social consciente. Espero, agora, conseguir mobilizar recursos financeiros, técnicos e humanos para a tarefa de combater a fome no mundo”, frisou Graziano.

José Graziano elogiou o fato de o Brasil já dominar tecnologias importantes na área da agricultura tropical que podem ser úteis para ajudar países africanos a acabar com as mortandades resultantes da dramática falta de alimentos no continente. “È preciso fixar estacas institucionais no mundo global; é preciso mudar mentalidades a fim de que o Brasil possa ser o país que pode ajudar a colocar seus conhecimentos a serviço de outros, mais necessitados”, sugeriu.


O novo diretor-geral da FAO, que ocupará o cargo até julho de 2015, também considerou de fundamental importância reforçar a atuação da Associação Brasileira de Cooperação (ABC) e das assessorias internacionais dos ministérios para fechar e consolidar parcerias com organismos internacionais igualmente dedicados à mesma causa. “O Brasil tem de ser o país doador de uma cooperação internacional do tamanho da generosidade de seus quase 200 milhões de brasileiros”, acrescentou José Graziano.

A possibilidade de intensificação das parcerias entre a FAO e o MDA é uma perspectiva muito promissora, na avaliação do chefe da Assessoria para Assuntos Internacional e de Promoção Comercial do Ministério. “O MDA possui uma parceria estratégica com a FAO”, lembra Francesco Pierri. Segundo ele, sob a coordenação da ABC e em cooperação com a FAO, o MDA está implementando projetos-piloto de compras públicas de alimentos da Agricultura Familiar em 10 países africanos.

O encaminhamento de propostas resultantes da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (CIRADR), promovida pela FAO, em Porto Alegre, em março de 2006, é outro foco dessa parceria estratégica, de acordo com o chefe da AIPC do MDA. “Agora, o grande desafio é, a partir de uma grande reforma, fazer com que a FAO se torne um instrumento poderoso de apoio à cooperação Sul-Sul junto com outros países. Ou seja, construir políticas públicas para expandir e consolidar a agricultura familiar e a segurança alimentar nutricional no resto do mundo”, assinalou Pierri.

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