Greve de fiscais em MT barra envios de 2 mil t de carne
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Agronegócio

Greve de fiscais em MT barra envios de 2 mil t de carne

Fiscais agropecuários atuam, entre outros setores, na certificação de produtos animais voltados à exportação, por isso o reflexo
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Fiscais agropecuários atuam, entre outros setores, na certificação de produtos animais voltados à exportação, por isso o reflexo

Durante os cinco dias de greve dos fiscais federais em Mato Grosso, quase 2 mil toneladas de carne bovina in natura e congelada deixaram de ser exportadas. A manifestação também bloqueou a entrada de cerca de 657 mil toneladas de fertilizantes e também o envio de 2,7 mil toneladas de sementes para outros estados. As cargas não puderam ser embarcadas porque dependem da certificação dos fiscais federais, categoria ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), necessária para a exportação. Os números fazem parte de um levantamento realizado pelo Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) no Estado.
 
Na semana passada, representantes de frigoríficos em Mato Grosso já haviam declarado prejuízos maiores caso a greve se estendesse por mais esta semana. Na última sexta-feira (10), a paralisação foi suspensa em todo o país por determinação da Justiça.

Em Mato Grosso, 100% dos fiscais responsáveis pelas áreas de inspeção de abate de animais e vigilância agropecuária retornaram aos trabalhos nessa segunda-feira (13).
 
Nas outras áreas, 70% já estão trabalhando. A retomada segue a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que na última semana determinou o retorno dos profissionais às funções.

GREVE

A greve nacional que teve início no dia 01 de agosto, foi suspensa na última sexta. No Estado cerca de 80 fiscais pararam entre servidores de diferentes áreas como engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas e
demais. No país são 3,2 profissionais para realização de serviços ligados a garantia da segurança alimentar desde o campo até o consumidor final.
 
Apesar da liminar do STJ para o retorno das atividades, a categoria ainda questiona a decisão e garante recorrer sob justificativa de ter o direito constitucional de greve afetado. “Nós voltamos a trabalhar em função da determinação judicial, porém haverá reuniões para estudarmos o que pode ser feito”, explica o delegado sindical da Anffa em Mato Grosso, Nilo Silva Nascimento.
 
De acordo com o delegado, a categoria reivindica ajuste salarial e contratação de mais profissionais para a execução dos serviços, pois o número é insuficiente para atender a demanda.
 
Conforme o representante, seriam necessários mais 80 profissionais. “Nós trabalhamos no limite”, afirmou.

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