Grupo de Trabalho aponta alternativas ao cacau na Bahia
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Agronegócio

Grupo de Trabalho aponta alternativas ao cacau na Bahia

O Grupo elaborou um Plano de Aceleração do Desenvolvimento, visando a recuperação da lavoura e o incentivo ao agronegócio
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O Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Agricultura para elaborar um Plano de Aceleração do Desenvolvimento, visando a recuperação da lavoura cacaueira e o incentivo ao agronegócio no Sul da Bahia, definiu uma série de ações que deverão ser implementadas na região. O grupo esteve reunido durante uma semana em Brasília e encerrou neste final de semana a primeira etapa da fase de avaliação e de elaboração de um documento que conterá um plano viável que permita a retomada da atividade econômica, afetada por uma crise que já dura duas décadas.

Entre as propostas levantas pelo GT estão a adoção de medidas que revertam e o processo de desagregação social, cultural, ambiental e econômico do Sul da Bahia. Entre essas medidas está o equacionamento das dívidas dos produtores cacau, com prioridade nos processos de renegociação das dívidas atualmente em curso, permitindo a obtenção de novos créditos para a retomada do processo produtivo. Também foi proposto o aumento da competitividade da lavoura cacaueira e da qualidade do cacau da região, através do uso de novas tecnologias, da verticalização da produção e de ampliação do sistema de consórcios com outras culturas. A industrialização do cacau, fazendo com que a região deixe de produzir apenas matéria prima e agregue valor ao seu principal negócio, é considerada fundamental.

Diversificação - Os integrantes do GT defendem ainda a diversificação do agronegócio regional com prioridade para a heveicultura (cultivo de seringueira), fruticultura tropical, dendeicultura, pupunha, apicultura, aqüicultura, flores tropicais e plantas ornamentais. Para esse processo, foi destacada a importância do aperfeiçoamento dos servidores de pesquisa agropecuária e assistência técnica e extensão rural através da atualização metodológica, capacitação dos técnicos e adoção em larga escala de Unidades de Testes de Demonstração (UTD) nas comunidades rurais.

Complementando essas ações, estão sendo propostas a melhoria na infraestrutura e serviços de apoio ao agronegócio, inclusive estradas vicinais, portos, saúde, educação e habitação, fomentar o desenvolvimento do turismo na região, como o turismo rural, e a promoção da regularização fundiária e a garantia da estabilidade no campo; e o incentivo ao associativismo e o cooperativismo. A partir deste diagnóstico, que passará por um processo de discussão com todos os segmentos da comunidade regional, será elaborado o Plano de Ação, que será encaminhado aos governos Federal e Estadual.

Políticas públicas - O grupo de trabalho é formado por representantes dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento, secretarias estaduais de Agricultura, Fazenda e Planejamento da Bahia, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Câmara Setorial do Cacau, Comissão Nacional do Cacau, Federação da Agricultura do Estado da Bahia, Associação Brasileira das Indústrias de Cacau, Unicamp, BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste. O secretário de Agricultura da Bahia, Geraldo Simões, que participa do GT, destaca que “o encontro foi bastante proveitoso, na medida em que apontou soluções concretas para superar e crise a abrir caminho para um novo ciclo de crescimento econômico”.

Para Simões, a partir da definição as ações a serem implementadas, “o Governo Federal e o Governo Federal vão adotar medidas que dinamizem o agronegócio, ajustando suas políticas públicas às demandas e características regionais”. O diretor geral da Ceplac, Gustavo Moura, disse que “estamos iniciando uma nova etapa, através da união de todos os segmentos comprometidos com a retomada do desenvolvimento regional”. “Com a efetivação dessas medidas, será possível implantar um modelo que concilie a atividade econômica com a conservação ambiental”.


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