Guerra ameaça o mercado de adubo


Agronegócio

Guerra ameaça o mercado de adubo

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Um possível ataque dos EUA contra o Iraque poderia elevar fretes de insumos importados. O risco de guerra entre os Estados Unidos e o Iraque está preocupando os industriais gaúchos do setor de fertilizantes. O motivo da apreensão é que um possível conflito no Oriente Médio poderá acarretar um drástico aumento no custo dos fretes e das matérias-primas que, no caso do Rio Grande do Sul, são totalmente adquiridas no mercado internacional.

Prejuízos

O presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs), Torvaldo Antonio Marzolla Filho, reconhece que o conflito também poderia trazer prejuízos ao pleno abastecimento de fertilizantes, dependendo da sua duração.

Basicamente, as matérias-primas são importadas de países como Canadá, Israel, Alemanha e Estados Unidos, além da região norte da África - sobretudo Marrocos e Tunísia). Enquanto o Rio Grande do Sul adquire no exterior a totalidade das matérias-primas demandadas pela sua indústria de fertilizantes, todas as demais regiões do Brasil importam cerca de dois terços desses insumos.

Conforme o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul, o risco de um conflito com o Iraque é um dos fatores que poder�� comprometer negativamente o desempenho da indústria de adubos brasileira em 2003. Outra ameaça potencial seria uma possível iniciativa do governo federal que viesse a afetar o normal desempenho da economia, atingindo, também, a agropecuária, informa o executivo.

Promessas

Mas, ainda segundo Torvaldo Antonio Marzolla Filho prefere torcer pela não ocorrência de guerra no Oriente Médio e, no tocante ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele diz esperar que sejam cumpridas as promessas de incentivo ao desenvolvimento econômico, para a geração de empregos e o aumento da renda dos trabalhadores.

O próprio conflito armado poderia ser minimizado em seus efeitos no setor com a substituição por outros fornecedores de matérias-primas para fertilizantes, como é o caso da Rússia e da Ucrânia, entre outros países.

Caso 2003 se caracterize por um cenário sem maiores surpresas, o presidente do sindicato gaúcho aposta num crescimento de 6% a 8% no consumo de fertilizantes no Brasil, em relação ao aumento de 12% registrado em 2002, de 19,1 milhões de toneladas.

Demanda

"O aumento na demanda de adubos no Brasil, no ano passado, totalizou cerca de 2,045 milhões de toneladas, o que significa mais que o consumo anual de fertilizantes da Argentina", afirmou.


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