Hidrovia - Economia chegaria a R$ 2 bilhões
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Agronegócio

Hidrovia - Economia chegaria a R$ 2 bilhões

Economia com frete é da ordem de 40%
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A construção da hidrovia no rio Teles Pires, no extremo norte do Estado, pode gerar uma economia de R$ 2 bilhões por ano em frete para os produtores de Mato Grosso. Segundo estudos, a economia com transporte é da ordem de 40% frente ao que se paga atualmente com o modal rodoviário. O assunto foi discutido durante   ‘Simpósio Hidrovias do Norte de Mato Grosso’, realizado pelo Movimento Pró-Logística na Câmara dos Deputados, em Brasília. A intenção do setor é tentar mudar a realidade, agregando maior logística ao Estado.


Segundo o coordenador executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso em direção aos portos brasileiros por meio das hidrovias impactará diretamente sobre o valor gasto com o frete.

Ele explica que existem projetos no Ministério de Minas e Energia para implantar, até 2018, três hidrelétricas no Rio Tapajós - uma em São Luiz do Tapajós, uma em Jatobá e outra em Chacorão, porém sem prever a construção de eclusas. Com elas, seria possível gerar energia e permitir a navegação na Hidrovia Teles Pires - Tapajós a um custo de R$ 2 bilhões, economizando para os produtores outros R$ 2 bilhões por ano em fretes. “Mato Grosso sofre com a falta de alternativas para o escoamento da safra de grãos e as hidrovias são a saída para que o setor produtivo economize no frete e a população pague menos pelo alimento”, explica Vaz.

Segundo Vaz, a construção de eclusas depois de feita a barragem é muito mais cara e complexa.

“O valor de uma eclusa construída junto com a obra de uma hidrelétrica representa 7% do valor total da usina. Já após a construção esse valor sobe 30% em cima do valor da hidrelétrica. Portanto, o ideal é que eclusas sejam incluídas no planejamento de hidrelétricas e construídas ao mesmo tempo”, explica.


O setor agropecuário de Mato Grosso vem brigando para conseguir viabilizar projetos de infraestrutura e as hidrovias tem sido a pauta principal.

“Tínhamos dificuldade em avançar nos estudos e na implantação das hidrovias porque cada órgão federal trabalhava isoladamente. Queremos reunir estas autoridades frequentemente para que os resultados apareçam de forma prática”, explicou, enfatizando que o simpósio foi um passo nessa direção.

REALIDADE
No Brasil, as hidrovias transportam apenas 4% das cargas nacionais. O país tem 63 mil quilômetros de rios. Desses, 43 mil são navegáveis, mas 27,5 mil ainda não têm sido efetivamente utilizados. Atualmente, 27 eclusas são consideradas prioritárias em projetos de barragens e em barragens já construídas. Estes investimentos são orçados em aproximadamente R$ 11,6 bilhões.

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