Agronegócio

Hidrovias terão que esperar

Por: -Leandro J. Nascimento
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O governo sabe que as hidrovias são alternativas para baratear o transporte de grãos. Mas elas ainda devem aguardar para entrar na pauta de prioridade, já que a modernização dos sistemas de transportes rodoviário, ferroviário, portuário e dos aeroportos é a considerada a bola da vez.


"As hidrovias são importantes sim e podem ajudar em muito a produção agropecuária. A própria Empresa de Planejamento e Logística estuda e modal e assim que terminar o processo de licitação que fazemos com rodovias, portos e aeroportos, as hidrovias terão nosso foco, nossa prioridade", diz a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Na última semana ela esteve em Sinop (MT), à convite da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja Brasil), para evento no município.

Segundo a ministra, o governo está tomando as medidas necessárias para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro. A atividade econômica é responsável por 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

"A melhoria em infraestrutura vai dinamizar a logística de escoamento da produção de soja e de outros produtos e ajudar também a reduzir os custos dos insumos para a produção, como os fertilizantes. Esse programa de infraestrutura e logística lançado [R$ 215 bilhões em investimentos] tem o foco de integrar os modais", disse ainda a titular da Casa Civil, ao avaliar o aumento da oferta de modais para escoamento de grãos.


No Brasil as hidrovias representam 4% da matriz de transporte de cargas. "Temos problemas de escoamento e queremos mais agilidade do governo em questões de logística", defende Rui Prado, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

Ausência

Em 2012, quando lançou o Programa de Investimentos em Logística para rodovias e ferrovias, com investimentos de R$ 133 bilhões para a melhora da infraestrutura nos próximos 25 anos, o governo disse que seriam R$ 91 bilhões para se construir 10 mil quilômetros de ferrovia e outros R$ 42 bilhões para 7,5 mil quilômetros de rodovias. As hidrovias ficaram de fora.
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