Higienização de propriedade rural é ferramenta eficiente no combate de mosca
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Agronegócio

Higienização de propriedade rural é ferramenta eficiente no combate de mosca

Inseticidas deve ser usado em situações especificas, diz pesquisador
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A higienização das propriedades rurais que praticam a pecuária é considerada uma das ferramentas mais eficientes para o combate da mosca-do-estábulo. A afirmação é do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Corte, Paulo Cançado, que palestrou a produtores, representantes de usinas sucroenergéticas, pesquisadores e pecuaristas durante o Workshop Mosca do Estábulo, que ocorreu na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), nesta sexta-feira (25.04).

Cientificamente chamada de Stomoxys calcitrans, a mosca-do-estábulo causa preocupação aos pecuaristas e agricultores por sugar o sangue de animais, causar feridas, transmitir doenças e por aumentar o custo de produção dos canaviais, com as tentativas de combate. “A melhor ferramenta e mais barata para o controle da mosca nas propriedades que praticam a pecuária é a higienização, o uso de inseticidas são indicados apenas em situações emergências”, afirma Cançado.

De acordo com o presidente da Comissão de Agroenergia da Famasul, Luís Alberto Moraes Novaes, o objetivo do workshop é de orientar e evitar danos à produção sul-mato-grossense. “Precisamos realizar encaminhamentos para resolver o problema da mosca-do-estábulo nas propriedades de MS, com ações tanto das indústrias como dos produtores rurais”, destacou Novaes referindo-se ao workshop como oportunidade de atualização das informações e de alinhamento.

Segundo Cançado, a mosca-do-estábulo não prejudica o desenvolvimento da cana-de-açúcar, mas aumenta o custo de produção. E para seu controle é indicado manejos culturais e a prática da queima profilática da palha, como forma de prevenção. “A mosca não causa queda na produção, mas está presente nos canaviais brasileiros nos períodos de safra, quando os ovos são depositados na matéria em decomposição. Infelizmente no Brasil não há controle eficiente deste inseto”, finaliza o pesquisador da Embrapa.

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