IAC lança novas variedades de feijão no mercado brasileiro

Agronegócio

IAC lança novas variedades de feijão no mercado brasileiro

Quatro novas variedades de feijão chegam ao mercado brasileiro. Duas delas são do tipo carioca e outra de feijão
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Quatro novas variedades de feijão chegam ao mercado brasileiro. Duas delas são do tipo carioca (IAC-Votuporanga, IAC-Ybaté e IAC-Apuã) e outra de feijão preto (IAC-Tunã). Todas surgem como opções de maior capacidade produtiva e resistência aos fungos da antracnose, ferrugem e murcha de Fusarium, e ao vírus do mosaico comum. O lançamento das variedades ocorreu na última na quarta-feira, durante a 21ª edição do Dia de Campo de Feijão, no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Sudoeste Paulista, em Capão Bonito.

O lançamento foi promovido pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Agronômico (IAC). As pesquisas duraram dez anos, as quatro novas variedades apresentam índices produtividade superior às já existente, a variar de 2778 kg/ha a 2853 kg/ha, com base e, média geral produzida nas três épocas de cultivo (águas, seca e inverno). O teor protéico está em torno de 20% e o ciclo produtivo é de 90 dias, em média.

Em nota à imprensa, o pesquisador responsável pelo Programa de Melhoramento do Feijão do IAC, Antônio Sidney Pompeu, comentou que as características das novas variedade são um benefício, uma vez que que as doenças do feijoeiro podem abalar toda a cadeia produtiva. "Para entender a importância de um material resistente, basta dizer que a antracnose, que é a principal doença da cultura, pode reduzir em até 95% a produtividade da lavoura", explica.

Economia e produtividade

Pompeu comentou que tais qualidades reduzem o custo de produção ao exigir menos aplicações de agroquímicos. Além de diminuir o número de pulverizações, o agricultor também pode usar fungicidas de menor custo, apenas em caráter de prevenção, explica Pompeu. A ferrugem, existente no Brasil em 53 diferentes raças, derruba a produtividade em torno de 43%, a murcha de Fusarium a reduz drasticamente e pode até matar a planta. Já o mosaico, baixa a produtividade em 50%.

Secretário-adjunto de Agricultura e Abastecimento do Estado, Alberto José Macedo Filho representou o secretário Duarte Nogueira no evento em Capão Bonito. Segundo ele, as novas variedades são importantes para a garantia das vantagens competitivas do setor. "Quanto maior o número de variedades, mais amplas as opções dos plantadores, maior a produção por unidade de área e menor a possibilidade de desequilíbrio de produtividade", disse.

As vantagens não se restringem ao dinheiro economizado na produção, como também na redução do impacto ambiental e nos riscos para a saúde do trabalhador rural. Desde o início do Programa de Melhoramento do Feijão, na década de 1930, o IAC tem buscado desenvolver plantas que aliem alta capacidade produtiva e resistência a patógenos. O objetivo vem sendo alcançado, tanto é que a produtividade dos materiais IAC saltou de 1700 kg/ha para 2800 kg/ha, desde o começo dos estudos.

Mercado

As novas variedades devem também ter impacto no mercado, já que, de acordo com Pompeu, cerca de 80% do feijão produzido em São Paulo é do tipo carioca. São Paulo é quarto maior produtor do país, com 303 mil toneladas, na safra 2003/2004. Em solos paulistas, a produção de feijão está concentrada no sudoeste do Estado, nos municípios de Sorocaba, Avaré, Itararé e Itapetininga, entre outros. Tal região já concentrou 60% da produção paulista.

Atualmente, o líder nacional é o Paraná, com 668 mil toneladas, seguido de Minas Gerais, com 453 mil, e Bahia, com 318 toneladas. Apesar de ser o terceiro maior produtor mundial de feijão, o Brasil ainda importa o produto. Em Capão Bonito também houve debates e demonstrações de tecnologias de cultivo e colheita de feijão. Foram abordados temas como adubação, plantio direto, manejo de plantas daninhas, aplicação de defensivos, controle de pragas e controle químico de doenças, direcionados a profissionais do agronegócio.


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