Em Mato Grosso, a antecipação do ciclo das cultivares foi um fator determinante para a evolução da colheita. No entanto, os rendimentos observados estão abaixo da média histórica. Paralelamente, as lavouras que ainda estão em fases de desenvolvimento vegetativo e florescimento se beneficiaram das precipitações mais frequentes.
No Rio Grande do Sul, as condições climáticas se mostraram mais favoráveis. Os dias ensolarados, aliados à boa disponibilidade hídrica dos solos, proporcionam um ambiente ideal para o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, no Paraná, a redução das precipitações, principalmente na região Oeste, emerge como uma preocupação. Esta situação pode afetar negativamente o desenvolvimento dos cultivos.
Em Goiás, as precipitações têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, um indicativo positivo para a produtividade agrícola da região. Já em Mato Grosso do Sul, um encurtamento do ciclo em todas as cultivares, devido às chuvas irregulares e às altas temperaturas, tem sido observado. Este fenômeno impacta o potencial produtivo e requer ajustes nas práticas de manejo.
Minas Gerais enfrenta um cenário misto: a falta de chuvas e as altas temperaturas anteciparam o ciclo da soja, afetando as lavouras mais precoces. No entanto, as lavouras mais tardias se beneficiaram das boas precipitações.
Na Bahia, os bons volumes de chuvas favorecem as lavouras, enquanto no Tocantins, o retorno abrangente das precipitações beneficiou o estabelecimento e desenvolvimento da cultura. No Maranhão, as precipitações mais frequentes e uniformes permitiram um avanço significativo do plantio em todo o estado.
No Piauí, apesar do plantio encaminhar-se para finalização, há registro de replantios devido ao déficit hídrico. Essa situação destaca a necessidade de práticas de manejo que minimizem os riscos associados à variabilidade hídrica.
Por fim, no Pará, a volta das chuvas no polo de Paragominas permitiu avanço do plantio, ressaltando a dinâmica do clima e sua influência direta na agricultura.

As operações de plantio estão na reta final, considerando todos os estados produtores de soja do país, ao mesmo tempo que as lavouras mais adiantadas, plantadas logo após o fim do vazio sanitário, já estão sendo colhidas.
O monitoramento indica que pelo menos 0.,6% da área monitorada, já foi colhida. Sendo que os maiores avanços estão sendo registrados em Mato Grosso (1,4%), São Paulo e Paraná (1% ambos).

No Tocantins, finalizou as operações de plantio entre os dois último monitoramentos.
No Maranhão, houve um aumento de 5% no progresso da safra em comparação com a semana passada, passando de 65% para 70%. Apesar desse avanço, o estado ainda está atrasado, considerando que no mesmo período da safra passada, o progresso era de 78%.
Piauí também mostrou um aumento, passando de 95% para 97%. Esta variação de 2% coloca a safra atual como ligeiramente abaixo dos 99% registrados no mesmo período da safra anterior.
A Bahia finalizou as operações de plantio nesta semana, saltando 5% em relação ao último monitoramento.
Goiás apresentou uma ligeira avanço de 0,8%, passando de 99% para 99,8%, praticamente também encerrando as operações de plantio.
Minas Gerais também encerrou as operações de plantio nesta última semana.
Santa Catarina manteve-se estável em 92%, indicando um atraso em comparação com a safra passada, que estava em 100% neste período.
No Rio Grande do Sul, houve um leve aumento de 1%, passando de 97% para 98%, praticamente o mesmo patamar da safra anterior.
Informações obtidas no boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)