Agronegócio

Importação de fertilizantes cresce nos portos do Paraná

E tempo de espera dos navios cai 80%
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De janeiro a agosto de 2013, foram importadas 6,3 milhões de toneladas do produto, quantidade 12% superior ao mesmo período do ano passado. Melhorias logísticas permitiram que o tempo de espera dos navios diminuísse substancialmente
 
A importação de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina registrou alta de 12% até o mês de agosto. Foram 6,3 milhões de toneladas de produtos importados, contra 5,7 milhões no mesmo período do ano passado. Melhorias na estrutura dos portos permitiram que a operação dos navios de fertilizantes se tornasse mais ágil. No ano passado, nesta mesma época, existiam 53 navios aguardando ao largo para carregar fertilizantes nos portos paranaenses. Hoje, são apenas 11, uma queda de 80% no tempo de espera.

O superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica que este resultado é reflexo de uma séria de ações. “Desde 2011 estamos investindo em melhorias de gestão e ganhos de produtividade. Estas melhorias ficaram bastante evidentes agora, com a queda substancial no tempo de espera dos navios. Isso se deve a um conjunto de melhorias logísticas, principalmente por conta da informatização de todo o processo de recebimento de fertilizantes e melhoria na gestão das balanças”, explica Dividino.  “É um trabalho em conjunto, sendo que a autoridade pública faz a sua parte, preparando a infraestrutura e os operadores complementam isso, melhorando seus rendimentos”, completou o superintendente.

Produtividade - De janeiro a agosto, atracaram nos portos paranaenses 319 navios para descarregar fertilizantes. No ano passado, neste mesmo período, foram 269 navios. Mesmo com a alta, foi possível registrar uma queda de 80% no tempo de espera dos navios. No comparativo com o ano passado, os seis berços dedicados à operação de fertilizantes tiveram um ganho de produtividade média de praticamente 10%. O percentual de navios que não cumpriram prancha (produtividade mínima), caiu de 31% para 16% até o mês de agosto deste ano.

Informatização -  Outra melhoria que permitiu este aumento na produtividade foi a  modernização do sistema de conferência das cargas de fertilizantes. Foram retiradas as inserções manuais de dados no sistema, que geravam erros por dificuldade de leitura.  A Appa instalou cinco contêineres-escritório na faixa do cais, que são utilizados pelos conferentes das cargas. Todos os navios de fertilizantes que chegam ao porto têm suas cargas loteadas para diferentes destinos. É trabalho do conferente – categoria portuária sindicalizada e estabelecida em Paranaguá – verificar o destino do lote, informar isso no sistema e encaminhar o caminhão para a balança. Antes, esta ação era toda manual. Agora, com a integração e informatização do sistema, a transferência de dados é eletrônica e ao chegar à balança, o caminhão passa apenas pela aferição do peso, sem riscos de envio do lote para o destino errado em função de dificuldade de leitura do canhoto, que antes era manual.

O principal ganho, além da agilidade, é que os terminais podem emitir as notas fiscais eletrônicas de cada caminhão, antes mesmo do veículo chegar ao destino. Por outro lado, na retaguarda, está sendo realizado um esforço conjunto dos operadores de fertilizantes em otimizar os espaços  para recebimento do produto e, muitas vezes, aumentando o turno de trabalho para conseguir atender a demanda e reduzir o tempo de atendimento. “Num contexto geral, a melhoria na produtividade reduziu custos de sobrestadia. E o reflexo disso será direto na redução do custo do fertilizante para o produtor”, afirma Dividino.
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