Importação de fertilizantes recua no Brasil
Cenário internacional aumenta cautela
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As importações de fertilizantes pelo Brasil somaram 25,38 milhões de toneladas no acumulado até agosto de 2026, abaixo das 29,43 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o cenário foi influenciado por tensões no Oriente Médio, riscos logísticos e dificuldades internas de crédito.
Segundo a Conab, o mercado de fertilizantes tem operado em um ambiente de cautela diante do aumento das tensões no Oriente Médio. A alta dos preços do petróleo e os riscos relacionados a importantes rotas comerciais aumentaram as preocupações com fretes, abastecimento e disponibilidade dos insumos.
As restrições no mercado internacional, associadas às dificuldades internas de crédito e aos riscos logísticos, levaram compradores brasileiros a postergar aquisições. Nesse cenário, houve maior priorização de produtos nacionais e de fontes alternativas.
De acordo com o relatório, o movimento contribuiu para a menor internalização de fertilizantes pelos agricultores brasileiros em agosto, dentro da série disponibilizada. Até agosto de 2026, foram importadas 25,38 milhões de toneladas de fertilizantes, contra 29,43 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano passado. Pelos Portos do Arco Norte, foram internalizadas 7,25 milhões de toneladas, ante 8,61 milhões no mesmo período de 2025.
Em Paranaguá, as importações chegaram a 5,65 milhões de toneladas, abaixo das 7,54 milhões de toneladas registradas no ano anterior. Já pelo Porto de Santos, foram internalizadas 5,82 milhões de toneladas até agosto, acima das 4,85 milhões de toneladas observadas no mesmo período do ano passado.
Segundo dados divulgados pela Conab, o ambiente internacional continua marcado por fatores que afetam a decisão de compra dos fertilizantes. A combinação entre tensões geopolíticas, preços do petróleo, riscos nas rotas comerciais, dificuldades de crédito e questões logísticas aumentou a cautela dos compradores brasileiros. Nesse contexto, a busca por fontes alternativas e a priorização de produtos nacionais ganharam espaço diante das incertezas relacionadas ao abastecimento externo.