Incerteza sobre pacote americano abala soja
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Agronegócio

Incerteza sobre pacote americano abala soja

A ansiedade dos investidores fez com que o segundo contrato da soja, com entrega em janeiro, recuasse 1,4% em Chicago
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A incerteza em relação ao prazo para aprovação do pacote de ajuda aos bancos pelo congresso americano provocou uma nova realização de lucros no mercado de commodities. No caso das agrícolas, a ansiedade dos investidores fez com que o segundo contrato da soja, com entrega em janeiro, recuasse 1,4% na Bolsa de Chicago (CBOT) e fechasse cotado a US$ 12,03 o bushel (27,2 quilos). Para especialistas, a queda também foi motivada pelo recuo do petróleo, que possui forte influência na formação dos preços das commodities.

"As notícias de que o pacote americano anunciado deverá passar por uma apreciação do congresso e que isso pode demorar inverteu o ânimo dos investidores", revela Leonardo Menezes, analista da Céleres. O analista da Safras & Mercado, Flávio França Júnior, acrescenta que o petróleo teve forte influência na queda da oleaginosa. "Ontem (segunda-feira), o petróleo subiu de forma exagerada. A alta fez com que os investidores realizassem lucro", disse.

Júnior observa que é um momento de "gangorra financeira" e que a aprovação do pacote pelo governo americano será "essencial para reequilibrar o mercado de commodities agrícolas.

A principal alta de ontem ficou com o trigo. O cereal tomou o caminho inverso e fechou com valorização pelo terceiro pregão seguido. Os papéis para março (segundo contrato) fecharam em US$ 7,70 o bushel, valorização de 1,6%.

Para Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, os fatores que motivaram a alta foram técnicos. "Os principais indicadores técnicos estão mostrando que a tendência vendedora do mercado está mudando. Com os preços mais baixos, alguns investidores começam a acreditar que é o momento de voltar ao mercado", explica.

Além disso, Bento acrescenta que o trigo está subvalorizado em relação ao milho. Segundo disse, historicamente o trigo possui um valor 150% maior em relação ao milho. "Sem contar que o hemisfério norte deve começar a plantar nos próximos meses. Para não cair a produção, os preços sobem".


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