Indefinição na safra baixa preço da soja no Brasil

MERCADO FÍSICO

Indefinição na safra baixa preço da soja no Brasil

Vendedores não aceitam preços, mas estão amarrados pelas quedas em Chicago, nos prêmios e no dólar
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quinta-feira (03.01) com preços da soja caindo 1,07% nos portos, para R$ 78,50. A cotação foi pressionada pela queda de 1,46% do dólar, que sufocou a alta de 0,61% da alta na Bolsa de Chicago.

No mercado interno a queda foi menor: 0,11% no dia, para R$ 73,69/saca, aumentando a queda de janeiro para 0,55%. “Os quadros de indefinição estão fazendo recuar os preços da soja no Brasil. Nos mercados físicos as movimentações são lentas, praticamente paradas, porque os produtores não aceitam os preços oferecidos pelos compradores que, no entanto, estão amarrados pelas quedas em Chicago, nos prêmios e do dólar”, explica o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica.

Alguns analistas estão apontando que a safra de soja 2018/19 do Rio Grande do Sul deverá ter uma quebra ao redor de 500 mil toneladas. Esses especialistas estimam uma área total do estado de 5,86 milhões de hectares, com produtividade oficial em 3,01 mil kg/hectare – abaixo do esperado pelo mercado, que previa em dezembro 3,18 mil kg/hectare.

Segundo a Consultoria AgResource, as preocupações quanto ao clima na América do Sul estão se intensificando neste início de 2019, com padrão extremamente seco apontado para maior parte da região Central e Norte do Brasil: “Os modelos climáticos apontam que a primeira quinzena de janeiro será a mais seca dos últimos 10 anos em boa parte do país, o que amplia a possibilidade de perdas mais severas na safra de soja brasileira. O padrão mais seco deve se manter nas próximas semanas, com chuvas entre 50 a 90% abaixo da média normal nos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e também no Paraguai, enquanto chuvas em grandes volumes são esperadas no extremo sul do Brasil (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e para grande parte da Argentina. (Cada polegada (inch) de chuva corresponde a 25mm)”.

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