Índice FAO aponta continuidade de alta nos preços dos alimentos

Agronegócio

Índice FAO aponta continuidade de alta nos preços dos alimentos

O Índice FAO de preço dos alimentos atingiu em agosto 165,6 pontos, valor quase 2% superior ao registrado no mês anterior.
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O Índice FAO de preço dos alimentos (FFPI, na sigla em inglês) atingiu em agosto 165,6 pontos (2002/2004 = 100), valor quase 2% superior ao registrado no mês anterior e cerca de 7% acima do alcançado um ano atrás, em agosto de 2015.

Como destaca a FAO, o resultado observado em agosto último corresponde ao mais alto valor dos últimos 15 meses (isto é, desde maio do ano passado). Porém (isto não é citado), prevalece defasagem superior a 30% em relação ao valor máximo já registrado (240,1 pontos em fevereiro de 2011).

As carnes também aumentaram, dando continuidade a um processo iniciado em abril deste ano. Mas, novamente, o incremento mensal foi modesto, pois o valor (preliminar) registrado, 162,2 pontos, representou alta de menos de meio por cento em relação ao mês anterior. Porém, os preços atuais permanecem negativos em comparação aos de um ano atrás. Em relação a agosto de 2015 a queda é de 5%.

Individualmente, só a carne bovina enfrentou redução de preço no mês – desempenho atribuído pela FAO à recuperação da produção norte-americana: como os EUA recorreram menos ao mercado externo, os preços internacionais retrocederam.

Portanto, obtiveram preços melhores no mês as carnes suína, de frango e ovina. Esta última, porque é curta a disponibilidade na Oceania; a carne suína, porque o suprimento europeu é limitado; e a carne de frango, porque a demanda internacional aumentou, em particular nos países asiáticos.

Mas o que, no Índice FAO, continua surpreendendo – ao menos aqui no Brasil – é a evolução de preço dos cereais, agora no patamar dos últimos nove anos. E o milho – cujos preços por aqui continuam explosivos – é um dos responsáveis pela atual baixa.

A propósito, a FAO faz referência à excepcional colheita obtida pelos EUA e acrescenta que os preços do grão podem recuar ainda mais devido à concorrência do trigo, cuja baixa qualidade (e, portanto, baixo preço) tende a direcioná-lo para a produção de rações animais.

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