Índios guarani-kaiowá invadem fazenda e fazem abates clandestinos
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Agronegócio

Índios guarani-kaiowá invadem fazenda e fazem abates clandestinos

A denúncia é de produtores rurais vizinhos
Por: -Leonardo Gottems

Os índios da etnia guarani-kaiowá que invadiram no final de 2011 a Fazenda Cambará, no município de Iguatemi (MS), estão realizando diversos abates clandestinos de animais no local. A denúncia é de produtores rurais vizinhos, entre eles o presidente do Sindicato Rural local, Hilário Parise. 


Segundo ele, os abates são realizados geralmente à noite. Os agricultores estão produzindo provas e  e registrados em boletins de ocorrência na polícia civil. Além da Cambará, os proprietários das fazendas Cachoeira, Santa Maria e Campo Flor também registraram perdas de animais com o abate clandestino. 

Os abates têm sempre a mesma característica, com o aproveitamento parcial da carcaça dos animais, sendo que parte da rês fica abandonada. Entre os animais sacrificados estava uma vaca prenha que também teve o bezerro descartado pelos abatedores. O prejuízo não se resume aos abates, pois grandes ferimentos são abertos nos animais que conseguem escapar da captura.


O proprietário da fazenda Cambará, Osmar Bonamigo, contabiliza perda de 17 animais e denuncia que os indígenas estão derrubando árvores de área reflorestada. “Pelo menos 300 árvores já foram derrubadas, com a madeira utilizada para consumo dos indígenas”, calcula. 

Bonamigo aguarda o cumprimento de decisão judicial determinando que os indígenas se mantenham em uma área restrita da fazenda e desocupem a sede da propriedade até que seja julgado o recurso contra a suspensão do pedido de reintegração de posse. 

A fazenda Cambará registrou a primeira invasão por um grupo da etnia guarani-kaiowá no final de 2011, quando os indígenas acamparam em uma área da propriedade. Descumprindo decisão da Justiça que determinou a permanência nessa área, os indígenas avançaram e invadiram a sede da propriedade em fevereiro deste ano, obrigando o proprietário a retirar o gado e abandonar o local. A partir de então, segundo os proprietários, intensificaram-se os abates clandestinos de animais de áreas vizinhas.

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