N.Y. finalizou a quinta-feira em alta, a posição março oscilou entre a mínima de -1,65 pontos e máxima de +4,75 fechando com +3,35 pts.
A moeda norte-americana recuou 0,21%, cotada a R$ 5,6703. No exterior, os investidores monitoraram a ameaça representada pela variante Ômicron do coronavírus e a velocidade com que o Federal Reserve reduzirá os estímulos nos Estados Unidos. Segundo Guilherme Esquelbek, analista da Correparti Corretora, investidores estão "tentando avaliar a real gravidade da nova cepa" do coronavírus, uma vez que, até o momento, seus pacientes têm "apresentado sintomas leves". Na cena local, o mercado seguiu de olho na tramitação da PEC dos Precatórios, que foi aprovada pelo Senado nesta quinta-feira, mas retornou à Câmara após sofrer alterações. Os mercados também avaliam os dados do PIB do terceiro trimestre, que registrou queda de 0,1%. Os dados do segundo trimestre também foram revisados para baixo, mostrando uma queda de 0,4%. Considerada prioritária pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, a proposta altera o prazo de correção do teto de gastos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que abriria espaço fiscal para o pagamento de auxílio de R$ 400 por família em 2022, mas é amplamente vista como prejudicial à credibilidade fiscal do país, já que modificaria a principal âncora para os gastos do governo.
O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta quinta-feira (2) com valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Os preços voltam a subir com suporte da redução global de café. As preocupações com a oferta brasileira na safra 22 continuam no radar do mercado e seguem dando suporte aos preços. Mais uma vez, o mercado de café teve o dia marcado pela preocupação da oferta global do grão. "A queda na oferta global de café apoia os preços, depois que a Organização Internacional do Café (OIC) informou hoje que as exportações globais de café de outubro caíram -4,4%- para 9,68 milhões de sacas", destaca a análise do site internacional Barchart. Com a valorização deste pregão, o café se recupera da baixa de última semana registrada na terça-feira, depois que o Rabobank divulgou sua nova estimativa de produção no ciclo 22. em +3,3 milhões de sacas, se recuperando de um déficit de -5,20 milhões de sacas em 2021/22. O Rabobank também estima que a produção global de café em 2022/23 subirá 8,2% para 177,1 milhões de sacas. Um fator de baixa para os preços do café é a preocupação de que a disseminação da nova variante levará a bloqueios globais e restrições de viagens que fecham cafeterias e reduzem a demanda por café. Israel e Japão já fecharam suas fronteiras para visitantes estrangeiros, e outros países impuseram restrições a viagens. No Brasil, o mercado interno registrou valorização em algumas das principais praças de comercialização do país.