A bolsa de N.Y. finalizou a segunda-feira em alta, a posição maio oscilou entre a mínima de -4,85 pontos e máxima de +3,50 fechando com +1,80 pts.
A moeda norte-americana subiu 2,03%, cotado a R$ 4,7282. Na máxima, chegou a R$ 4,7921. Os preços dos contratos do petróleo recuaram cerca de 25% nesta segunda-feira, depois que a Arábia Saudita cortou o valor de venda do barril e indicou o início de uma guerra de preços entre os grandes produtores. Na abertura dos negócios no mercado asiático, ainda no noite de domingo (horário de Brasília), o preço do petróleo do tipo Brent chegou recuou 31%, no maior tombo desde a Guerra do Golfo (1990 e 1991).
A decisão da Arábia Saudita vem na esteira do fracasso das negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia sobre o volume da produção da commodity. A Rússia se opôs ao corte de produção sugeridos pela Opep para estabilizar os preços do petróleo em meio à epidemia de coronavírus, que desacelera a economia global e afeta a demanda por energia. "O avanço do coronavírus trouxe pânico para o mercado de petróleo", diz o sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.
"O preço do petróleo nesse patamar deve provocar um estrago nas economias. O tamanho desse estrago vai depender de por quanto tempo os preços ficarão nesse patamar." O Banco Central realizou nesta segunda-feira leilão de venda à vista de até US$ 3 bilhões, cancelando o anúncio de venda de até US$ 1 bilhão feito na sexta-feira. A decisão pelo aumento do volume leiloado se deu por "condições do mercado", de acordo com a assessoria de imprensa do BC.
O BC decidiu ampliar o uso das ferramentas de intervenção no mercado de câmbio, após a venda de US$ 5 bilhões em swaps cambiais não ter impedido o dólar de bater recordes seguidos em meio à crescente desconfiança do mercado com a postura da autoridade monetária diante da pressão cambial. Às 15h21, o BC anunciou um segundo leilão de dólar à vista, depois que a moeda norte-americana acelerou a alta e chegou a R$ 4,7801. Na segunda oferta, o BC não limitou a oferta, determinando apenas um valor de US$ 1 milhão como lote mínimo.
Desde 20 de dezembro do ano passado o BC não realizava esse tipo de operação – retomada em agosto de 2019 e que há uma década não era utilizada. Em São Paulo, mais cedo nesta segunda-feira, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou que, desde o início das preocupações com o avanço do coronavírus, o real mostrou tendência de alta acelerada, semelhante a períodos de crise aguda e que, por isso, a instituição "diagnosticou as condições necessárias para atuação". Serra acrescentou que "as intervenções têm sido pontuais, respondendo a eventos e disfuncionalidades específicas, mas podem durar o tempo que for necessário para o retorno do regular funcionamento do mercado de câmbio".