Infocafé de 11/02/21
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Infocafé de 11/02/21

O dólar fechou em alta de 0,31%
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N.Y. finalizou a quinta-feira com leve alta, a posição março oscilou entre a mínima de -0,60 pontos e máxima de +0,65 fechando com +0,10 pts.

O dólar fechou em alta de 0,31%, cotado a R$ 5,3884. Na cena doméstica, permanecem as incertezas sobre a trajetória das contas públicas e risco de mais auxílio emergencial sem medidas para conter o impacto sobre as contas públicas. Na agenda de indicadores, o IBGE divulgou mais cedo que o setor de serviços fechou 2020 com tombo recorde de 7,8% - o setor foi o mais afetado pela pandemia. Agentes financeiros têm refeito cálculos com a possibilidade de volta do auxílio emergencial, mas nos novos cenários consideram a aprovação de medidas que compensem o impacto fiscal.

Entre as mais citadas está a PEC Emergencial, que estabelece gatilhos para conter despesas públicas. Para Helena Veronese, economista-chefe na Azimut Brasil Wealth Management, o governo não tem uma base "supersólida" que respalde expectativa de aprovação "de tudo da agenda de reformas", e o caminho para tal não será fácil. Na véspera, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que confere autonomia formal ao Banco Central, de forma a garantir à instituição financeira que execute suas tarefas sem risco de interferência político-partidária. Simbolicamente pinçada como a primeira medida a ser votada sob a gestão do novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a proposta seguirá à sanção presidencial.

O Brasil deverá produzir 2,7 milhões de toneladas de café em 2021, ou cerca de 45 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 27,3% em relação ao ano anterior, com uma queda na produção de grãos arábica, variedade que está em sua bienalidade negativa no ciclo deste ano, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês passado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) havia estimado a safra de café do Brasil entre 43,85 milhões e 49,58 milhões de sacas. Agentes privados projetam uma colheita maior, acima de 50 milhões de sacas, para uma lavoura que sofreu com a seca em 2020. O IBGE estimou um rendimento médio de 1.509 kg/hectare, queda de 23,3%. O instituto citou ainda que a área plantada deverá ser reduzida em 5%, enquanto a colhida recuará 5,2%. Para o café arábica, a produção estimada foi de 1,9 milhão de toneladas (31,7 milhões de sacas), com declínio de 33,6% em relação ao ano anterior. Em 2020, a safra brasileira de café arábica foi de bienalidade positiva, sendo a maior verificada na série histórica do IBGE. "Já 2021 será ano de bienalidade negativa, o que deve resultar em uma retração expressiva da produção. Minas Gerais, o maior produtor de café arábica (68,9% do total) estimou sua produção em 1,3 milhão de toneladas, que representa um declínio de 35,9% em relação ao ano anterior", afirmou o IBGE.

A safra de café robusta (ou conilon) foi estimada em 807,2 mil toneladas (13,45 milhões de sacas), com declínio de 6,7% em relação ao ano anterior. No Espírito Santo, maior produtor brasileiro dessa variedade (64,5% do total), a estimativa encontra-se em 520,7 mil toneladas, com declínio de 7,3% na estimativa da produção, disse o IBGE.


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