Infocafé de 11/04/18

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Infocafé de 11/04/18

Dólar comercial fechou em queda de 0,73%, cotado a R$ 3,3870
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No mercado interno o dia seguiu sem novas informações, continuando a procura por negócios de vendas futuras para 2019 e 2020. N.Y. finalizou as operações nesta quarta-feira com alta, a posição maio oscilou entre a mínima de -1,10 pontos e máxima de +0,75 fechando com +0,55 pts. 

O dólar comercial fechou em queda de 0,73%, cotado a R$ 3,3870. A sessão desta quarta foi influenciada pela expectativa de manutenção no ritmo de alta dos juros nos EUA (já que a inflação desacelerou em março pela primeira vez em dez meses) e pela fala do presidente do Banco Central brasileiro, Ilan Goldfajn. Ele disse que o Brasil tem recursos para enfrentar a recente instabilidade nos mercados financeiros, o que acalmou investidores. Como pano de fundo, os mercados também continuavam cautelosos com o quadro político brasileiro e as eleições presidenciais deste ano. 

O boletim da Somar Meteorologia indica que o ar seco ainda toma conta do centro e sul do Brasil e impede a formação de nuvens de chuva, incluindo as principais áreas produtoras do café Arábica, que compreendem o norte do Paraná, São Paulo, Triângulo e Sul de Minas. Apenas no final da semana é que poderá chover por causa da aproximação de uma frente fria, mas ainda de maneira fraca e isolada no norte de São Paulo, sul de Minas e Triângulo. A chuva mais generalizada continua no Conilon do Espírito Santo e no robusta de Rondônia. Na próxima semana, algumas áreas de instabilidade voltam a trazer chuva de baixo acumulado para as áreas majoritárias. 

A exportação de café verde do Brasil em março caiu 10,6% cento na comparação anual, para 2,195 milhões de sacas, o desempenho mais fraco para o mês em seis anos, informou nesta quarta-feira o Conselho dos Exportadores de Café do país (Cecafé). Os embarques mais baixos refletem a intenção de venda de alguns produtores, que preferem aguardar melhores preços, e estoques menores antes da colheita da nova safra, que deve ser recorde em 2018. Considerando o café industrializado, as exportações somaram 2,5 milhões de sacas de café, com receita cambial de 396,2 milhões de dólares. O volume total de café exportado teve uma queda de 11% em relação ao mesmo mês do ano de 2017, embora tenha apresentado crescimento de 1% se comparado a fevereiro, ressaltou o Cecafé. "No mês de março, tivemos uma boa exportação, acima dos 2,5 milhões de sacas, configurando um desempenho justo, alinhado ao que havíamos previsto. O mercado está otimista e já de olho na próxima safra devido às boas condições climáticas nas regiões produtoras", disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em nota. Já no acumulado do ano civil (de janeiro a março de 2018), o Brasil registrou um total de 7,74 milhões de sacas exportadas, queda de 4,1 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado. Do total embarcado de café verde, 2,132 milhões de sacas foram de arábica (queda de 12,5%) e 62,80 mil sacas de robusta (mais 204,5%) --neste último caso, reflexo de uma base baixa de comparação, já que em março do ano passado o setor ainda sentia os efeitos de uma severa seca em áreas produtoras do país. AGUARDANDO - Em análise nesta terça-feira, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmou que há um leve atraso da colheita da safra 2018/19 de robusta no Brasil. "Em Rondônia, além do alto percentual de grãos verdes, as chuvas das últimas semanas têm dificultado o andamento da colheita do robusta. Segundo colaboradores do Cepea, menos de 5% da safra foi colhida no Estado. No Espírito Santo, o clima segue favorável às lavouras", observou o Cepea. Para as regiões de arábica, o desenvolvimento da safra segue sem problemas, com o clima auxiliando a preparação da colheita e também a fase final de desenvolvimento da lavoura, disse o centro. Segundo colaboradores do Cepea, novos grãos de arábica devem chegar ao mercado ainda em maio, especialmente os cafés da Zona da Mata Mineira, onde alguns agentes consultados pelo Cepea acreditam que a colheita deve ser iniciada ainda no final de abril. Para o restante das regiões, os trabalhos no campo devem ser concentrados em maio e junho, segundo análise publicada nesta terça-feira. O centro de estudos da Universidade de São Paulo afirmou ainda que algumas indústrias de torrefação nacional que estão com estoques mais enxutos voltaram a comprar lotes do grão spot. "Já do lado vendedor muitos produtores estão mais capitalizados neste ano e, com o início da colheita no Espírito Santo programada efetivamente apenas para maio, preferem aguardar uma valorização mais expressiva para comercializar o café remanescente.

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