A bolsa de N.Y. finalizou a quarta-feira em baixa, a posição maio oscilou entre a máxima de +1,15 pontos e mínima de -2,20 fechando com -0,95 pts.
A moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,61%, cotada a R$ 5,5850. No cenário local, os investidores seguiram de olho no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne nesta quarta-feira (17) e deve dar início ao processo de alta dos juros básicos da economia. A decisão será anunciada após as 18h. A expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro, em pesquisa realizada pelo BC na semana passada, é de um aumento de 0,5 ponto percentual, para 2,5% ao ano. Porém, há analistas projetando uma elevação maior, para 2,75% ao ano. Se confirmado, esse será o primeiro aumento da taxa Selic desde meados de 2015. A previsão do mercado é de que a taxa continue avançando, terminando 2020 em 4,5% ao ano e 2021 em 5,5% ao ano.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve sua taxa de juros estável entre zero e 0,25%, e apontou que a economia tem dado sinais de melhora. O Fed se comprometeu ainda a dar continuidade ao seu programa de compra de títulos de ao menos US$ 120 bilhões ao mês, "até que haja progressos substanciais em direção às metas de emprego máximo e estabilidade de preços do Comitê".
Chuvas foram registradas na maior parte das regiões produtoras de café arábica e robusta nas últimas semanas. Segundo pesquisadores do Cepea, ainda que a quebra de safra seja certa para 2021/22, as precipitações têm favorecido o enchimento dos grãos, o que pode permitir, ao menos, cafés com boa peneira nesta próxima temporada. Além disso, o clima vem ajudando na recuperação fisiológica das plantas, que foram muito debilitadas em 2020, trazendo melhores perspectivas para a produção da temporada seguinte, de 2022/23. Quanto às exportações brasileiras de café, segundo dados do Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil), foram embarcadas 3,2 milhões de sacas de 60 kg (grãos verdes, torrados e solúvel) em fevereiro, baixa de 8,7% em relação a janeiro, mas 9% a mais que em fevereiro do ano passado.