Infocafé de 18/12/18

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Bolsa de N.Y. finalizou a terça-feira em baixa,
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A Bolsa de N.Y. finalizou a terça-feira em baixa, a posição março oscilou entre a máxima de +0,75 pontos e a mínima de -0,90 pts, fechando com -0,70 pts.

O dólar comercial fechou em alta, cotado a R$ 3,9010 na venda. Investidores estavam preocupados com a política de juros nos Estados Unidos e com uma possível recessão da economia norte-americana em 2019. Na quarta-feira (19), o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) vai decidir a nova taxa de juros no país. O mercado espera que a entidade aumente a taxa pela quarta vez neste ano, apesar das críticas do presidente Donald Trump. Juros maiores nos EUA podem atrair para lá recursos atualmente aplicados em outras economias, como a brasileira. Com isso, a tendência é que o dólar suba por aqui. O Banco Central vendeu nesta sessão 13,8 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 8,298 bilhões do total de US$ 10,373 bilhões que vence em janeiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final da semana que vem, terá feito a rolagem integral.

As chances de ocorrência do fenômeno climático El Niño durante o verão no Brasil aumentam a cada mês. O instituto internacional de pesquisas climáticas da Universidade de Columbia, por exemplo, elevou para 95% a possibilidade do fenômeno de fraca a moderada intensidade. O período seria próximo ao do inverno no hemisfério Norte e verão no hemisfério Sul, que vai de 21 de dezembro até 20 de março. Os reflexos do fenômeno são sentidos em diversos países. O Brasil estará no ápice do desenvolvimento da safra de grãos, cana-de-açúcar e café.

Apesar da alta porcentagem de ocorrência do fenômeno, o instituto da universidade norte-americana pondera que para que o El Niño seja oficializado, a anomalia do Niño 3.4 SST teria que ficar acima do limiar de + 0,5ºC por cinco médias consecutivas e sobrepostas de três meses. De acordo com mapa de previsão probabilística do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) para todo o Brasil em janeiro, fevereiro e março, chuvas acima do normal são previstas para a maior parte da região central, além de uma condição abaixo do normal e na média em áreas do Norte e Nordeste. No Sul, a tendência para os próximos meses é de chuvas abaixo do normal na faixa central, no estado de Santa Catarina e áreas do Rio Grande do Sul e Paraná, e normalidade e precipitações acima do normal nas outras localidades da região.

"Na área central do Brasil, pegando o Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e Matopiba, a chuva deve ficar acima da média. Em alguns lugares mais ao Sul, a média registrada desses três meses deve ser mais baixa", disse em entrevista Mamedes Luiz Melo, meteorologista do Inmet.

O meteorologista ressalta que esses mapas apontam média acumulada de três meses, portanto as condições podem mudar mensalmente. "Eu particularmente já acredito em uma influência do El Niño porque estamos vendo temperaturas elevadas na região Sudeste e isso já é um sinal de que ele já está mostrando as suas caras", ressaltou Melo. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas da superfície do oceano pacífico.

De acordo com a Reuters internacional, o último aquecimento na temperatura da superfície oceânica no Leste e Centro do Pacífico, evento que ocorre a cada poucos anos, aconteceu entre 2015 e 2016 e causou danos às lavouras, incêndios e inundações repentinas pelo mundo. 


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