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Infocafé de 20/10/17

Bolsa de N.Y. finalizou a sexta-feira em baixa
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A bolsa de N.Y. finalizou a sexta-feira em baixa, a posição dezembro oscilou entre a máxima de +1,10 pontos e mínima de -2,85 fechando com -1,60 pontos e acumulando na semana -1,20 pts. 

O dólar comercial fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 3,1900. Com isso, a moeda termina a semana com valorização acumulada de 1,29%, após duas baixas semanais. Sem muitas novidades no cenário político brasileiro, as atenções do mercado se voltavam para os Estados Unidos. Na véspera, o Senado norte-americano aprovou o esboço do Orçamento para 2018, o que abrirá caminho para o pacote de cortes de impostos do presidente Donald Trump. Com menos impostos, podem crescer as apostas dos investidores de que a inflação vai acelerar e, assim, levar o país a aumentar a taxa de juros em um ritmo acima do esperado por analistas. Juros maiores nos EUA podem atrair para lá recursos aplicados em economias onde as taxas são hoje mais vantajosas, como a brasileira. 

O Porto de Santos exportou, de janeiro até o mês passado, 18,6 milhões de sacas de 60 quilos de café. O volume é equivalente a 85,3% dos embarques do produto em todos os portos do País, um dos maiores percentuais registrado na história recente do complexo. No entanto, neste ano, houve uma queda de 9% nos carregamentos da commodity em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados fazem parte do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado nesta semana. A entidade constatou que, entre janeiro e setembro, o Brasil exportou mais de 21,9 milhões de sacas de café, o que representa um recuo de 10,2% na comparação com os primeiros nove meses de 2016. Em contrapartida, no ano, a receita cambial teve um leve aumento de 1,1%, atingindo US$ 3,7 bilhões. No mês passado, 2,2 milhões de sacas foram exportadas, gerando US$ 381,4 milhões em vendas e um preço médio de US$ 165,89 por unidade. Segundo o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, setembro trouxe um cenário “bastante inesperado”, após a recuperação percebida em agosto. Isto porque na comparação com o mês anterior, a retração foi de 12%.

No paralelo com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 25%. “Atribuímos dois fatores para esse movimento: um reflexo da menor safra e a resistência dos produtores em vender o café. Com esse resultado, é muito instável prever qualquer movimento daqui pra frente, afinal, setembro sempre foi considerado um mês forte, com bons resultados”, destacou o executivo.

Além do Porto de Santos, líder absoluto nas exportações de café, outros 19 complexos portuários escoaram a commodity. Entre janeiro e setembro, 61.391 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) deixaram os portos brasileiros carregados com o grão. No mesmo período do ano passado, o volume foi de 68.597 TEU. Os portos do Rio de Janeiro aparecem na sequência de Santos, com 10,4% dos embarques – 2,2 milhões de sacas, entre janeiro e setembro.

Já Paranaguá (PR) foi responsável pelo escoamento de 352,208 sacas 1,6% do total exportado. Entre as variedades embarcadas, o café arábica foi responsável por 87,5% dos volumes exportados, 19,1 milhões de sacas, seguido pelo solúvel com 11,5%, 2,5 milhões de sacas, e o robusta com 0,9%, o equivalente a 190.783 sacas. Os cafés diferenciados atingiram 3,3 milhões de unidades de 60 quilos entre janeiro e setembro.

Principais destinos - No acumulado do ano, os Estados Unidos continuam na liderança do consumo do café brasileiro, com 4,3 milhões de sacas importadas, representando 19,7% de participação total. Depois, vem a Alemanha com 3,8 milhões de sacas, o equivalente a 17,4%. Na lista ainda figuram a Itália, que importou 2 milhões de sacas do café brasileiro, 9,2% do total, seguida pelo Japão, com 1,5 milhão de sacas, 7,1%, e pela Bélgica, com 1,2 milhão de sacas, 5,8%. No período, há o destaque ainda para o crescimento de 30,2% nos embarques do Brasil para a Turquia, que adquiriu 698.827 sacas, e de 7,7% para a Rússia, responsável pela compra de 730.674 sacas. 
 

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