A bolsa de N.Y. finalizou a quinta-feira com leve baixa, a posição setembro oscilou entre a máxima de +0,85 pontos e mínima de -1,90 fechando com -0,50 pts. A moeda norte-americana recuou 1,14%, cotada a R$ 4,9034. É o menor patamar de fechamento desde 9 de junho de 2020 (R$ 4,8882). Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 0,11%, a R$ 4,9608. Com o resultado desta quinta, a moeda norte-americana passou a acumular queda de 3,24% na parcial da semana. No mês, o recuo é de 6,14%. Em 2021, já caiu 5,47%.
O Banco Central informou nesta quarta-feira que subiu de 5% para 5,8% sua estimativa de inflação para 2021, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O BC avaliou também que a crise hídrica pressiona inflação e limita o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O centro da meta de inflação, em 2021, é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Com isso, a projeção do BC está bem acima do teto do sistema de metas. A Fundação Getúlio Vargas mostrou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu pelo terceiro mês consecutivo, para a maior pontuação desde novembro de 2020. No exterior, os investidores também avaliam a terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre dos Estados Unidos, que confirmou uma alta anualizada de 6,4% no período.
Após o início mais lento, a colheita da safra 2021/22 de café arábica começa a ganhar ritmo no Brasil. Levantamento do Cepea mostra que, até a semana passada, as atividades estavam mais avançadas na Zona da Mata (MG), onde de 20 a 30% da produção total esperada havia sido colhida. Segundo agentes consultados pelo Cepea, o início das atividades esteve mais lento neste ano em relação às safras passadas, devido à maturação tardia dos grãos, após o atraso e a desuniformidade das floradas em 2020. Entretanto, as expectativas são de que, agora, o ritmo de colheita comece a avançar entre o final de junho e começo de julho, com previsão de um maior volume de café chegando ao mercado no próximo mês. Quanto aos preços do arábica, estão recuando no Brasil e no mercado internacional. Nessa terça-feira, 22, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 826,92/sc de 60 kg, forte recuo de 5,7% no acumulado da parcial deste mês.