A Bolsa de NY registrou alta de +4,10 pontos na terça-feira, véspera de feriado, na posição março, e hoje, quinta-feira, encerrou em baixa, oscilando entre a máxima de +0,45 pontos e a mínima de -2,75, e fechou com -2,10 pts.
A moeda norte-americana caiu 0,45%, a R$ 4,0615. O dólar fechou em baixa na volta dos negócios após o feriado de Natal, e em sessão de volume limitado devido à aproximação do fim do ano, com os investidores atentos aos sinais de progresso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A China afirmou que está em contato próximo com os EUA sobre a cerimônia de assinatura de um acordo comercial, após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, terão uma cerimônia para assinar a fase um do pacto.
O Brasil é líder mundial na produção e na exportação de café. Somente no ano passado, produziu 61,7 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado. Trinta e seis milhões de sacas foram exportadas, principalmente de café verde, resultando em divisas de US$ 5,15 bilhões, em 2018. Desse total, cerca de 17,5 milhões sacas (49%) foram embarcada para União Europeia, especialmente, para os mercados da Alemanha, Itália, Bélgica, França e Espanha, segundo dados da Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Aguardado há 20 anos, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi firmado em junho deste ano, em Bruxelas. Vários setores da agricultura brasileira poderão se beneficiar com o acordo, entre eles os produtores de café, que estão com grande expectativa. O acordo prevê a isenção de tarifa para o café verde exportado aos europeus, igualando ao que ocorre atualmente com os processados (solúvel, extratos e café torrado) e assim resolvendo a questão da escalada tarifária. Ao entrar em vigor (o acordo precisa ser aprovado pelos parlamentos dos blocos para começar a vigência), o café torrado e solúvel brasileiro, que têm alíquotas de 9% para entrar na UE, atingirão o livre comércio (sem tarifa) em quatro anos no bloco europeu.