Infocafé de 29/03/19

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Infocafé de 29/03/19

N.Y. finalizou a sexta-feira em alta
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N.Y. finalizou a sexta-feira em alta, a posição maio atingiu a máxima de +1,65, fechando com +0,50, acumulando na semana +0,60 pts.

 O dólar comercial fechou praticamente estável, com leve queda de 0,05%, cotado a R$ 3,9150. Apesar disso, a moeda terminou a semana com valorização acumulada de 0,34%, e o mês com alta de 4,32%. O mercado acompanhava o noticiário em torno da reforma da Previdência. Ontem, foi escolhido o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Com isso, investidores acreditam que a partir de agora o cronograma para análise do texto possa ser seguido.

Cafeicultores estão questionando a eficiência do contrato da Bolsa de Nova York, o chamado Contrato C, para a formação dos preços internacionais do café. Em comunicado, o Grupo de Coordenação do Fórum Mundial de Produtores de Café manifestou sua preocupação, considerando que as cotações atuais não estão cobrindo os custos de produção. “Preocupa os países produtores e outros atores que o contrato C atual não seja o mecanismo correto para se saber o preço e que, ao permitir o empobrecimento dos produtores, a indústria do café está arriscando seu próprio futuro”, diz. O comunicado é assinado por associações de produtores de diversas partes do mundo, como México, Colômbia, Índia, Vietnã, além de representações coletivas de países africanos e centro-americanos.

Da parte do Brasil, são signatários o Conselho Nacional do Café (CNC) e a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês).  preocupação dos produtores é reforçada pelo momento de queda nas cotações do café bolsa norte-americana (ICE Futures US), onde os contratos são negociados a valores abaixo de US$ 1 por libra peso. Só para ser ter uma ideia, desde 25 de janeiro, quando atingiu a máxima do ano, de US$ 1,0990, o vencimento para maio de 2019 teve desvalorização de mais de 14% até a quarta-feira (27/3), quando fechou a US$ 0,9385. Diante desse cenário, as entidades representativas dos produtores argumentam que o Contrato C sofreu mudanças ao longo do tempo e que, hoje, é reconhecido que as cotações estão abaixo dos custos. Afirmam ainda que uma das causas dessa situação é a especulação feita por fundos de investimento que “não compreendem ou não se importam com o café”. 


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