Infra-estrutura precária corrói lucro da soja no MT
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Agronegócio

Infra-estrutura precária corrói lucro da soja no MT

O MT é o que mais perde com estradas ruins e acesso limitado aos portos
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Produtores de Mato Grosso são os que mais perdem com estradas ruins e acesso limitado aos portos. O estado brasileiro com maior vocação para celeiro agrícola também é o que tem a pior rentabilidade no cultivo da soja. Mato Grosso, principal produtor nacional do grão, vive um apagão logístico, principalmente no Norte do estado. A renda líquida do sojicultor dessa região corresponde a 40% do ganho alcançado pelo produtor do Paraná: R$ 200 por hectare, enquanto o paranaense, R$ 500, segundo a Agra/FNP. A logística para o escoamento e a compra de insumos compõem essa diferença.A produção de Sorriso (MT) tem de percorrer 2,2 mil quilômetros de estradas ruins para chegar no porto mais próximo. Essa distância é de 523 quilômetros para um produtor com lavoura em Maringá (PR).

Por mais contraditório que pareça, é essa condição desfavorável da logística que estimula o sojicultor do Mato Grosso a ampliar a área cultivada e tentar ganhar em escala o que perde no transporte, segundo o analista da Agra/FNP, Fábio Turquino Barros.

Para o especialista em logística da CNA, Luiz Antônio Fayet, não é o ganho de escala, mas sim os subsídios oficiais, estimados em R$ 1 bilhão, que compensam essa deficiência. Sem esses recursos, a produção em Mato Grosso estaria inviabilizada em épocas de preços baixos da commodity.


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