Inicia hoje 1º Congresso Brasileiro de Mamona em Campina Grande (PB)

Agronegócio

Inicia hoje 1º Congresso Brasileiro de Mamona em Campina Grande (PB)

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A criação do Programa Nacional de Biodiesel é um dos principais temas do 1º Congresso Brasileiro de Mamona, que acontece entre hoje (23-11) e sexta-feira (26-11), em Campina Grande (PB). Com o tema “Energia e Sustentabilidade”, o Congresso Brasileiro de Mamona ocorre no centro de convenções Raimundo Asfora sob a organização da Embrapa Algodão e a Delegacia Federal do Ministério da Agricultura na Paraíba. Os principais objetivos são discutir os rumos da pesquisa e incentivar o desenvolvimento sustentável do agronegócio e da indústria da cultura. “É um momento singular e de novas perspectivas para o desenvolvimento técnico-científico da cadeia produtiva da mamona”, diz a delegada federal Giucélia Figueiredo. Segundo ela, a versatilidade na indústria e a necessidade de alternativas sustentáveis para os combustíveis derivados do petróleo têm motivado a busca crescente por informações e oportunidades de negócio envolvendo a mamona.

Nesta quarta-feira (24-11), representantes de várias áreas do governo federal participam do evento para discutir o programa. Catorze ministérios estão envolvidos com o biodiesel e devem discutir o assunto com base num estudo elaborado pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados. O documento conclui que a cultura da mamona pode se tornar um dos principais componentes do programa nacional de biodiesel no Nordeste. Estima-se que cerca de 40% do biodiesel produzido no Brasil nos próximos anos devam ser obtidos a partir dessa oleaginosa.

“É a oleaginosa que apresenta as maiores potencialidades para o Nordeste. Tem a relativa familiaridade do agricultor, a possibilidade do uso de tecnologias mais simples para a sua produção, maior resistência à seca, elevado teor de óleo e boa produtividade, tanto no sequeiro quanto no irrigado”, avalia Paulo Antônio Motta dos Santos, especialista da Câmara.

O Nordeste pode levar vantagem imediata no cultivo dessa cultura, segundo a Embrapa. O principal atrativo que a Paraíba, por exemplo, oferece é o custo baixo de produção da mamona - cerca de R$ 800 por hectare cultivado em condições de sequeiro. Em Campina Grande (PB), Irecê (BA), Barbalha (CE) e outros municípios da região, a unidade Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desenvolve pesquisas de melhoramento genético da cultura para aumentar o teor de óleo das sementes de mamona para 60%.

O Brasil tem potencial para fornecer mais de 60% do biodiesel em substituição ao diesel que o mundo inteiro consome atualmente. Somente de babaçu o Brasil tem 17 milhões de hectares nativos. A agricultura brasileira consome seis bilhões de litros de diesel que poderiam ser totalmente substituídos pelo biodiesel produzido no país.

O estudo da Câmara Federal aborda a utilização de novas fontes alternativas de combustível, para economizar recursos e reduzir a poluição provocada pelos gases tóxicos lançados na atmosfera por veículos automotores. O Conselho avaliou contribuições encaminhadas por acadêmicos e pesquisadores dos principais centros tecnológicos do País que trabalham com energia renovável proveniente de biomassa. E alerta que energias de fonte renovável, como o biodiesel, sinalizam perspectivas concretas para o fortalecimento e a inserção competitiva brasileira no cenário internacional. A expectativa é de que o programa possa criar 500 mil novos empregos diretos.

Maiores informações em www.cnpa.embrapa.br/cbm ou pelo fone: (83) 315-4300 e fax (83) 315-4367


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