Inseticidas biológicos para combater o mosquito Aedes aegypti

Agronegócio

Inseticidas biológicos para combater o mosquito Aedes aegypti

Inseticidas biológicos produzidos pela Embrapa capazes de combater as larvas do mosquito Aedes aegypti sem fazer mal à saúde humana.
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O programa Dia de Campo na TV vai apresentar inseticidas biológicos produzidos pela Embrapa capazes de combater as larvas do mosquito Aedes aegypti sem fazer mal à saúde humana, de animais, a outros insetos benéficos, como as abelhas, e ao meio ambiente, de forma geral. Isso porque esses produtos, também conhecidos como bioinseticidas, contêm em suas fórmulas apenas uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis, que é específica contra o inseto-alvo, e nenhum produto químico. Por isso, são chamados de biológicos. Vale lembrar que essa bactéria é usada há mais de 40 anos em programas de controle biológico em todo o mundo, sem nunca ter sido registrado um único caso de resistência nos mosquitos.

O mosquito Aedes aegypti tem tirado o sono da população brasileira por ser vetor de, pelo menos, quatro doenças conhecidas até o momento: dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Entre elas, a que mais preocupa é a dengue porque atinge cerca de 100 países. No Brasil, os casos de dengue cresceram 48% em 2016 em relação a 2015 e hoje já ultrapassam 1,59 milhão. Em relação à zika e ao chikungunya, ainda não existem números conclusivos, mas já se sabe que são endemias graves.

Várias instituições do Brasil e do exterior estão empenhadas em combater o Aedes aegypti e a Embrapa é uma delas. Em uma de suas unidades de pesquisa, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, cientistas e estudantes se dedicam a desenvolver produtos biológicos capazes de controlar as larvas desse e de outros mosquitos transmissores de doenças, além de pragas agrícolas. Para isso, a Unidade mantém um banco de bactérias entomopatogênicas (específicas contra os insetos), de onde saíram os dois biolarvicidas com potencial para ajudar o Brasil no combate ao Aedes aegypti. O primeiro produto chamado Bt-horus foi lançado em 2005. O segundo, ainda em fase final de testes, é o Inova-Bti.

Em 2007, a Embrapa, em parceria com o Governo do Distrito Federal, conduziu uma campanha de combate ao Aedes aegypti na cidade de São Sebastião, no Distrito Federal, que naquele ano era o local com o maior índice de infestação do mosquito por residência. A pesquisadora Rose Monnerat afirma que "a iniciativa foi inovadora porque utilizou pela primeira vez no Brasil um produto biológico em uma campanha de saúde pública, e os resultados foram excelentes: o nível de infestação, que era de 4%, caiu para menos de 1%, o que é considerado bom pela Organização Mundial da Saúde. "

A Embrapa é a responsável pelo desenvolvimento das tecnologias, mas a colocação dos produtos no mercado depende de parceria com empresas ou instituições. No caso do Inova-Bti, o produto conta com a parceria do Instituto Mato-Grossense do Algodão. Os produtos à base de bacilos podem ser líquidos, sólidos ou na forma de cristais. A Embrapa escolheu a forma líquida e basta uma gota para cada litro de água para matar as larvas do Aedes aegypti em 24 horas.

O Dia de Campo na TV " Inseticidas biológicos para combater o mosquito Aedes aegypti " foi produzido pela Embrapa Informação Tecnológica em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF), Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além do tema principal o programa aborda outros assuntos nos quadros – Agência Embrapa de Notícias, Sempre em Dia; Repórter em Campo; Na Mesa; Minuto do Livro, Quem quer ser cientista e Ciência e Tecnologia em Debate.

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