Instituição mantém previsão de dólar a R$ 5,35
A pressão veio da reversão dos preços da energia elétrica
A pressão veio da reversão dos preços da energia elétrica - Foto: Pixabay
A aceleração da inflação e as incertezas internacionais mantêm a economia brasileira sob atenção, apesar da valorização recente do real e do avanço do saldo comercial. Segundo o Rabobank, o IPCA subiu 0,82% em setembro, acima dos 0,76% esperados pelo mercado, e acumulou alta de 4,6% em 12 meses.
A pressão veio da reversão dos preços da energia elétrica, da alta dos alimentos e da retomada dos preços dos transportes. Em agosto, o índice havia recuado 0,32%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses estava em 4,2%.
No exterior, o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã mantém a incerteza elevada. O petróleo Brent segue volátil, estabilizado acima de US$ 100. No Brasil, o resultado do primeiro turno das eleições também compõe o cenário acompanhado pela instituição.
O dólar encerrou a semana anterior a R$ 4,9871, com valorização de 4,32% do real no período, o terceiro melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. O banco mantém a projeção de R$ 5,35 para o fim de 2026, considerando a expectativa de redução da diferença entre os juros brasileiros e externos e uma eventual recuperação global da moeda americana. Ainda assim, reconhece um cenário de curto prazo mais favorável ao real do que previa.
A balança comercial registrou superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro, acima dos US$ 7,4 bilhões esperados pelo mercado e dos US$ 3,1 bilhões de um ano antes. As exportações somaram US$ 34,4 bilhões, e as importações, US$ 26,7 bilhões.
A agenda brasileira inclui os indicadores de serviços e vendas no varejo referentes a agosto, além do IBC-Br. Para este último, o Rabobank espera avanço de 0,2% na comparação mensal e de 1,0% em relação ao mesmo mês de 2025.