Insumos adulterados podem afetar rendimento das lavouras

Agronegócio

Insumos adulterados podem afetar rendimento das lavouras

O alerta do órgão é para que os produtores tomem cuidado na hora de comprar sementes, fertilizantes e agrotóxicos
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Com a proximidade do plantio da safra de verão, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), através do Departamento de Fiscalização de Insumos (Defis), têm intensificado a fiscalização dos insumos agrícolas. O alerta do órgão é para que os produtores tomem cuidado na hora de comprar sementes, fertilizantes e agrotóxicos.

O objetivo da fiscalização é evitar que os agricultores tenham prejuízos adquirindo produtos de qualidade duvidosa. De acordo com o engenheiro agrônomo do Defis de Campo Mourão, Gualberto Célio Pinto, que está na chefia interina da Seab, os fiscais fazem as fiscalizações dos produtos comercializados na região por amostragem. Ele explica que no caso das sementes são observados a validade, pureza do grão e germinação. Os fertilizantes passam por analises para saber se contém as fórmulas indicadas no rótulo.

As empresas que vendem os produtos agrícolas têm que ter registro no Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa). "A fiscalização é para garantir a qualidade ao consumidor quanto o que está constando nos rótulo", pondera Pinto. O agrônomo destaca que a respeito das sementes coletadas para analise, cerca de 30% já tiveram resultados e que foram aprovadas para o plantio. A semente de soja tem que apresentar uma germinação de no mínimo 80% e 98% de pureza.

A Secretaria fiscaliza o comércio e as propriedades agrícolas, e além de verificar a procedência, o preenchimento das notas fiscais, as condições de armazenamento e rotulagem, também realiza amostragens dos fertilizantes, para constatar a qualidade química e física do produto. O objetivo deste trabalho é proteger o agricultor para que obtenha insumos de qualidade e consiga obter o máximo de produtividade de suas culturas, como também proteger os bons fabricantes, como também os comerciantes legalizados.

O engenheiro agrônomo orienta os agricultores para que não adquiriram produtos de empresas desconhecidas, que comprem direto do fabricante ou do representante de sua confiança. Todas as revendas são obrigadas a manter registro de comerciante junto à Secretaria, que é o órgão fiscalizador. O agricultor deve exigir este registro, não comprar de quem não é registrado, e deve ainda fazer denúncia à Secretaria em caso de suspeita. "Os que tiverem dúvidas sobre produtos adquiridos podem entrar em contato com os fiscais da Secretaria da Agricultura", assinala Pinto.

Apreensões - As apreensões de sementes irregulares ou piratas aumentaram mais de 240% no Paraná neste ano. Somente no primeiro semestre, a Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Estado recolheu mais de 437 mil sacas de 40 quilos, a maioria de soja. Durante todo o ano passado foram apreendidas 181 mil sacas. Apesar do aumento das apreensões, estimativas indicam que desde 2000 a utilização de sementes regulares vêm caindo em todo o País. No Estado, entre 50% e 60% do total utilizado é legal, enquanto no Rio Grande do Sul, este índice é de apenas 10%, segundo o Mapa.

Apesar do grande número de apreensões feitas no Estado, o ministério estima que o uso deste tipo de produto ocorre em função da proximidade com o Rio Grande do Sul, considerado "a maior porta de entrada" de sementes pirateadas oriundas da Argentina. Além de prejudicar as pesquisas, a prática traz prejuízos aos próprios agricultores, uma vez que reduz a produtividade das lavouras, de acordo com o Mapa.


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