Investimentos geram crescimento da cadeia produtiva do café no Acre

Agronegócio

Investimentos geram crescimento da cadeia produtiva do café no Acre

Cerca de 60% da produção de café do Acre encontra-se em Acrelândia, mas a cultura está presente em outros 15 municípios
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O mercado consumidor é amplo e promissor. E foi com o intuito de gerar emprego e renda para produtores familiares, por meio do fomento à economia local, que desde 2012 o governo do Acre desenvolve o Programa Estadual de Fortalecimento da Cafeicultura.
Cerca de 60% da produção de café do Acre encontra-se em Acrelândia, mas a cultura está presente em outros 15 municípios.“Manoel Urbano também é caso de sucesso, pois já produz uma média de 80 toneladas de café. Todo esse grão é vendido para as indústrias de torrefação de Cruzeiro do Sul. A meta é ampliar as 33 mil para 100 mil sacas de café por safra, para que possamos alcançar a autossuficiência”, observou José Carlos Reis, secretário de Estado de Agropecuária.De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 o Acre apresentou a maior produtividade da Região Norte, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional. O desafio, agora, é ter um café mais apurado e atrativo.

Mercado promissor

Toda a produção do grão no Acre é comercializada no mercado interno. De acordo com a Conab, em 2015, a cafeicultura injetou R$ 8 milhões na economia acreana, apresentando-se como uma atividade agrícola promissora.

E é exatamente a garantia de venda que fez com que o produtor rural Celso Caffer, 45 anos, ampliasse sua área de plantio de cinco para 15 hectares.“A demanda de mercado é maior que a produção do Acre. Tudo que se produz aqui é vendido”, ressaltou o agricultor, que trabalha com a lavoura do café há mais de 15 anos.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), cerca de 70% do grão beneficiado no Acre é importado, o que aponta a importância dessa política pública de fortalecimento da cafeicultura para economia acreana.

Povo empreendedor

Natural de Rondônia, Caffer veio com a família para o Acre em 2005. Na propriedade, localizada no Ramal Granada, em Acrelândia, o produtor também aposta na criação de peixe, gado de corte e vacas leiteiras. Mas o carro-chefe da renda familiar é o plantio o café.

Por safra, Caffer comercializa cerca de 240 sacas de grão – cada saca pesa 60 quilos. De acordo com o produtor, este ano, o preço está atrativo. “Ouvi falar que vamos vender a saca a 480 reais”, contou Caffer, que está empolgado com a próxima colheita, que gerará faturamento de R$ 120 mil.

Retrato da nova classe média rural, Caffer comercializa para os produtores vizinhos as mudas clonais de café que produz no próprio viveiro.

“Comprova o talo em Rondônia, mas a logística de transporte não compensava o custo-benefício. Decidi, então, investir no meu viveiro. Já tenho 30 mil mudas e quero aumentar a produção para o próximo ano”, contou o empreendedor rural, que para o próximo ano planeja a comercialização de 100 mil mudas.

Investimentos

O Programa de Fortalecimento da Cafeicultura no Acre foi implantado na primeira gestão do governador Tião Viana, inicialmente por meio da Secretaria de Estado de Pequenos Negócios (SEPN).

De lá pra cá, R$ 5 milhões já foram investidos no fomento da cadeia produtiva do café, que também recebeu apoio do Banco Alemão KfW. O recurso foi aplicado na compra de equipamentos e insumos agrícolas.

Atualmente, o programa é gerido pela Secretaria de Estado de Agropecuária (Seap), que, recentemente, adquiriu um caminhão para descascar café.

“A proposta é colocar essa máquina na mão dos pequenos produtores, para que o café seja beneficiado na própria propriedade de origem. Isso é muito importante, pois agrega valor ao produto”, explica o titular da Seap, José Carlos Reis.


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