Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo, o milho fechou pelo segundo dia em forte queda, porque os fundamentos ainda são baixistas, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Tudo igual: passada a correção técnica da última sexta-feira, os mercados voltaram a fechar em baixa, porque os fundamentos do milho no Brasil ainda são baixistas: muita disponibilidade, proximidade de uma safrinha recorde e pouca demanda externa adequada”, comenta.
“Isto faz os consumidores locais permanecerem baixistas nos seus preços, no mercado físico, com reflexos sobre o mercado futuro. Nenhum fator de alta à vista no horizonte, porque, com o aumento da oferta, a situação de pressão sobre os preços continua. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento maio/23 fechou a R$ 62,64, baixa de R$ -2,65 no dia e baixa de R$ -1,58 na semana; julho/23 fechou a R$ 61,36, baixa de R$ -1,85 no dia e baixa de R$ -2,76 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 63,41, baixa de R$ -1,44 no dia e baixa de R$ -1,92 na semana”, completa.
Em Chicago o milho fechou em alta na esteira do trigo com aumento da tensão na Guerra Rússia X Ucrânia. “A cotação de maio fechou em alta de 1,14% ou $ 7,25/bushel a $ 645,25. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de -1,47% ou $ 0,98 bushel a $ 588,50”, indica.
“A cotação para o milho em Chicago subiu na esteira da forte alta do trigo, ignorando todos os fatores baixistas dos últimos dias. Um suposto ataque de drones ao Kremlin estremeceu ainda mais as relações Rússia e Ucrânia, colocando novas incertezas sobre o futuro do corredor de grãos do Mar Negro. O Ministério da Agricultura da Ucrânia havia anunciado um dia antes que a exportação de milho tinha aumentado em 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Vale lembrar que o país é um grande produtor de milho e trigo”, conclui.