Agronegócio

Klabin e Suzano ampliam florestas

Oferta de madeira garante acesso ao mercado externo de papel e celulose
Por: -Viviane Monteiro
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Oferta de madeira garante acesso ao mercado externo de papel e celulose. O eucalipto é a principal madeira consumida no Brasil para a fabricação de papel e celulose. O eucalipto híbrido, resultado do cruzamento do originado na Indonésia e Filipinas, o urophylla, e do australiano grandis, resistente às intempéries climáticas, é a principal árvore cultivada no País, correspondente a 60% do total.

A indústria de papel e celulose investe fortemente em pesquisas, tecnologia, genética e desenvolvimento da árvore, para aumentar a produtividade e melhorar o manejo florestal.A Klabin aplicou neste ano R$ 5,5 milhões em pesquisas e desenvolvimento florestal, cifra que vem se repetindo nos últimos anos, segundo o gerente de planejamento e pesquisa florestal da empresa, José Totti. A Suzano Papel e Celulose, que produz 80% do que consome, investe US$ 5 milhões todos os anos em pesquisa e desenvolvimento, segundo o gerente da unidade de negócios florestais, Luiz Cornacchini. Os 25% restantes são abastecidos com a produção de fornecedores independentes, numa espécie de acordo com proprietários de terras.

Ao consumir cerca de 1,4 milhão de toneladas de eucalipto por ano, o equivalente a 1,4 milhão de metros cúbicos, a Klabin conta com 46 mil hectares de eucaliptos cultivados nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Neste a ano, a Klabin produziu 1,3 milhão de toneladas da árvore para o próprio consumo. A companhia quer elevar a produção em 7,69% no próximo ano para 1,4 milhão de toneladas. Já a Suzano, pioneira no desenvolvimento de tecnologia de eucalipto para fabricação de papel e celulose, pretende aumentar entre 35 e 40 mil hectares da área plantada ano que vem, dos atuais 180 mil hectares para 220 mil hectares.

Para o consultor Celso Foelkel, da Grau Celsius, as empresas concentram investimentos nas florestas de eucalipto pela suas importância no processo de fabricação de celulose. Ele diz que os preços da madeira além de remuneradores, garantem a competitividade das empresas no exterior, já que a produção brasileira tem custo mais baixo do que em outros países. O valor do metro cúbico da árvore em pé subiu de R$ 10,00, em 2000, para R$ 30,00 neste ano. Para ele, os preço deverão se estabilizar. "Se a madeira encarecer surgem alternativas no mercado que podem substituí-la".

Para Foelkel, a expansão da produção de eucalipto no Brasil - que crescia 15 metros cúbicos anuais na década de 1950 e hoje é cresce 45 metros cúbicos - deve-se à adaptação climática e aos investimentos em pesquisas. Acrescenta que o País possui 5,5 milhões de hectares de florestas plantadas, das quais 3,9 são de eucalipto. O restante (1,6 milhão) são de pinos.

O eucalipto evolui mais rápido do que o pino. Enquanto o primeiro leva sete ano para ser cortado, o segundo demora de 15 a 16 anos. No ano passado, o Brasil plantou 550 mil novos de hectares de eucalipto, principalmente para substituir as arvores velhas. Este mesmo volume deste se repetir em 2006.

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