Lactalis investirá R$ 104 milhões e elevará em 55% captação de leite no Rio Grande do Sul

Agronegócio

Lactalis investirá R$ 104 milhões e elevará em 55% captação de leite no Rio Grande do Sul

O valor foi anunciado nesta quinta-feira (20) no escritório da companhia em Paris
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A Lactalis vai investir R$ 104 milhões em expansão de 55% no volume de captação de leite no Rio Grande do Sul. O valor foi anunciado nesta quinta-feira (20) no escritório da companhia em Paris, em reunião com o governador gaúcho, José Ivo Sartori, secretários, e representantes da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs). A meta é garantir mais 500 milhões de litros ao ano, alta de 55% sobre a captação atual, que é de 900 milhões de litros entregues por 10 mil famílias de agricultores.

O presidente mundial do grupo, Daniel Jaouen, estava no encontro e formalizou o termo de protocolo do investimento com Sartori. Segundo dirigentes da empresa, outra novidade será implantar uma unidade de engarrafamento de leite na planta em Teutônia. Com isso, a empresa não precisará mais trazer embalagens de fora. A unidade marcará a estreia de garrafa de plástico para venda de leite UHT, em vez de caixinha. A modalidade já é a mais usada na França, onde a indústria inseriu o recipiente, que era usado no passado.

Outra decisão é de transferir de São Paulo para Porto Alegre a área jurídica da Lactalis no Brasil. A medida foi anunciada como a conversão da empresa "em genuinamente gaúcha". A decisão ocorreu após conversações com o governo estadual, informa o diretor para a América Latina do grupo, o gaúcho Guilherme Portella.  

O Rio Grande do Sul detém a maior produção de leite fornecido à empresa no País. A empresa faturou no mundo em 2015 o valor de € 17 bilhões, ou cerca de R$ 60 bilhões. A Lactalis é a maior empresa de laticínios do mundo. A francesa chegou em 2011 ao Brasil, primeiro com escritório de importação. Em 2013, começou a comprar unidades, com maior peso as aquisições de plantas da LBR, que está em recuperação judicial, e depois da BRF no Rio Grande do Sul. Hoje marcas como Parmalat, Batavo e Elegê são do grupo francês. 

O governador gaúcho disse que o anúncio é efeito de uma política arrojada de atração de investimentos e citou que o setor de pequenos produtores de leite será beneficiado. Será decisivo o aumento da produtividade e qualidade da matéria-prima para os planos da empresa.

"O que estamos celebrando aqui é o resultado concreto da missão à Europa", demarcou Sartori, que cu,pre desde domingo (16) uma agenda para atrair investimentos e elevar a cooperação técnica com centros de pesquisa. O roteiro teve Alemanha, até quarta-feira (19), Paris até esta sexta-feira (21), e Veneza, na Itália será a última parada nesta sexta também. 

Daniel Jaouen informou que o grupo está investindo no país em diferentes plantas, mas que o maior aporte é no Rio Grande do Sul. "É o maior investimento hoje na operação global", afirmou Jaouen. A estratégia, segundo ele, é de criar condições para aumentar a capacidade de captação, com aportes em maior qualidade e produção do leite. "Queremos desenvolver marcas próprias e levar globais, como a President", projetou o francês. A marca começa a ser produzida em plantas gaúchas e terá lançamento da produção nacional em novembro, segundo Portella.


 


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