Lavoura de arroz aponta quebra no RS


Agronegócio

Lavoura de arroz aponta quebra no RS

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Com 35% da área de arroz colhida no Rio Grande do Sul, a projeção é de quebra de 400 mil toneladas em relação às 5,5 milhões estimadas inicialmente. Os dados foram apresentados ontem, pelo Irga, à cadeia produtiva, na Farsul, em Porto Alegre. A possibilidade de redução já era prevista desde o plantio, pois grande parte da área foi semeada fora do período ideal devido às chuvas. Segundo a Conab, o governo federal está totalmente sem estoque de arroz agulhinha e, com os leilões parados, produtores e intermediários que têm produto podem elevar os preços até a paridade de importação.

No encontro, produtores e industriais do RS aceitaram a adoção da Linha Especial de Crédito (LEC), já que o governo federal não oferecerá contratos de opção como em safras passadas. Segundo o presidente da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong, o custo de produção de R$ 23,41 será sugerido como preço-base para a operação. O dirigente disse que a retirada do mecanismo de opção não gerou insatisfação porque o cereal está se mantendo sozinho. Schardong desmentiu boatos sobre a entrada de 50 mil toneladas de arroz dos Estados Unidos, por Rio Grande.

Já o frio continua preocupando os arrozeiros dos municípios da Fronteira-Oeste. Segundo o agrônomo Edison Prado, do Irga de São Borja, 3,5 mil hectares de um total de 33,9 mil estão em estágio produtivo. A estimativa é de que as perdas de produtividade da lavoura variem de 20% a 30%. Em São Borja, a produtividade média estimada era de 5.760 kg/ha.


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