Leguminosas começam a ficar mais baratas
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Agronegócio

Leguminosas começam a ficar mais baratas

O início das chuvas, além de proporcionar um clima mais ameno, está “trazendo” economia ao bolso do consumidor na alimentação
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O início das chuvas, além de proporcionar um clima mais ameno, está “trazendo” economia ao bolso do consumidor na alimentação. Enquanto as hortaliças, segundo os feirantes, tendem a subir cerca de 5% o preço, leguminosos como o tomate já apresentam queda de 46,8% e a cebola de 31,3% no quilo. Para os comerciantes, hortifrutis mais “bonitas” geram um aumento do consumo.


Há pouco mais de um mês a feirante Eliane dos Santos pagava cerca de R$ 110 pela caixa do tomate e chegou a revende-lo a aproximadamente R$ 7,50 o quilo. Hoje, com o início das chuvas, paga em média R$ 60 pelo fruto e revende a R$ 3,99 o quilo. “A tendência é cair ainda mais esta semana. Para o consumidor pode chegar a R$ 2,99 ou menos ainda nesta semana. A cebola na seca vendia a R$ 3,99 o quilo e hoje tá saindo R$ 2,50. Os preços tão caindo porque está chovendo”, diz ela salientando que os produtos em sua maior parte vêm de São Paulo e Goiás.

Ao contrário dos legumes, as hortaliças seguem estáveis de preço, contudo tendem a aumentar cerca de 5% o preço. “O que pode fazer os preços subirem é o excesso de chuva. A partir do momento que começou a chover em Mato Grosso a qualidade das hortaliças melhoraram, mas se vir muita água pode haver quebra da produção e assim o preço subir”, explica a feirante Maria Vanubia. Ela comenta que no caso da alface americana o pé já subiu de R$ 2 para R$ 3 devido excesso de chuvas nas regiões de produção, como a Serra de São Vicente.


Para a dona de casa Cristina Viena não há como negar melhoria na qualidade. “Dá vontade de consumir mais, inclusive. Antes vinha comprar tempero verde e vinha turdo murcho, amarelado. A couve-flor tá um pouco maior também”.

O diretor técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural S/A (Empaer), Almir Ferro, o Estado possui duas estações, no qual são seis meses de águas e outros seis de seca. “A falta de água e seu excesso prejudicam e muito a produção, principalmente do tomate e das hortaliças. No caso do tomate muita chuva traz doenças e pragas e a falta das águas provoca perda da qualidade”.

O gerente de aprendizagem rural do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso (Senar-MT), Maciel Becker, comenta que a situação é semelhante a da soja e milho. “Toda cultura exige um nível mínimo de águas. Se na proporção certa há ganho de qualidade”. Ferro comenta que hoje 43% dos legumes e verduras consumidas em Mato Grosso vêm de fora. Já as frutas, 67%. “É preciso esforço do governo do Estado e  organizações voltadas para o produtor familiar”.

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