Leite acumula alta de 58% em Cuiabá (MT)

Agronegócio

Leite acumula alta de 58% em Cuiabá (MT)

A entressafra e o crescimento do consumo interno e da falta de políticas de incentivo à produção, são as influências para a alta do produto
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O litro do leite longa vida já é comercializado a R$ 2,05 no mercado varejista de Cuiabá. Em pouco mais de dois meses, o mesmo produto era facilmente encontrado a R$ 1, 29, alta de mais de 58%. Nesse momento, o preço mais barato entre as três principais marcas encontradas na Capital – Parmalat, Italac, Lacbom -, é de R$ 1,79. De acordo com o gerente comercial do Atacadão, Wlamir dos Anjos, neste mesmo período, o leite longa vida na rede atacadista registra alta de 30%.

Para o diretor da Associação dos Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Altevir Magalhães, a alta verificada nas gôndolas tem várias influencias: entressafra, crescimento do consumo interno e da falta de políticas de incentivo à produção. “Acredito que se a escassez do leite continuar, o valor deve aumentar mais. Contudo, os preços não deverão ultrapassar muito o teto de R$ 2, já que quando o preço sobe rápido demais, a demanda cai e isso forçará uma readequação do mercado, ou seja, uma redução no preço final”.

A produção do leite no Estado será normalizada entre setembro e outubro, período que marca o término da entressafra. Até lá, os preços se manterão em alta.

“Não podemos nos esquecer dos aumentos registrados no processo de industrialização como, por exemplo, o aumento da tarifa de energia elétrica e do petróleo. Assim, o preço ao consumidor final acaba sofrendo acréscimo”, completa o executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso (Sindilat/MT), Eldor Sontag.

De acordo com o Cepea/Esalq (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), o preço médio nacional bruto do leite pago ao produtor passou de R$ 0,500/litro em fevereiro deste ano para de R$ 0,624/litro no mês passado.

Além disso, o aumento da demanda internacional está sendo um aliado do preço alto. Conforme o Sindilat/MT, países como Nova Zelândia e Inglaterra estão optando pelo produto nacional. Em Mato Grosso, parte dos produtos lácteos está seguindo para São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.


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