O milho fechou em nova queda na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), com a letargia dos novos negócios de milho no país, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Hoje tanto o dólar (+2,02%) quanto Chicago (+0,33%) subiram, mas, mesmo assim, as cotações do milho na B3 fecharam em queda, porque o mercado físico não está fechando negócios no ritmo necessário para reduzira grande disponibilidade ainda existente de milho no país, quer da safrinha de 2022, quer da nova safra de verão que está entrante”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em nova queda no dia, embora em alta no comparativo semanal: o vencimento março/23 fechou a R$ 88,78, queda de R$ 0,20 no dia e de alta R$ 0,98 na semana; maio/23 fechou a R$ 89,36, alta de R$ 0,08 no dia e de R$ 1,24 na semana; vencimento de julho foi de R$ 86,05, alta de R$ 0,05 no dia e de R$ 0,32 na semana”, completa.
Em Chicago a cotação de março fechou em leve alta de 0,33% ou $ 2,25/bushel a $ 677,50. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em alta de 0,26% ou $ 1,75 bushel a $ 664,75. “Os futuros do milho fecharam em leve alta nesta sexta-feira, influenciados pela perspectiva de clima seco na Argentina, que poderá e reduzir a safra, limitada pela forte concorrência do Brasil”, indica.
“A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) confirmou que 96,5% da área prevista de milho foi plantada até 02/02. Isso inclui as safras da Argentina no início e no final da temporada”, conclui a TF Consultoria Agroeconômica, no encerramento da semana”, conclui.