Liberação de taxa do milho dos EUA não surte efeito
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Imagem: Marcel Oliveira
MERCADO

Liberação de taxa do milho dos EUA não surte efeito

Avaliação é de consultoria
Por: -Leonardo Gottems

A liberação das taxas de importação do milho norte-americano (o milho da Argentina e do Paraguai não tem taxas) não resultou em “queda nos preços do milho para melhorar a situação dos produtores de leite e ovos no Brasil”, como era intenção da portaria que liberou a importação. Foi isso que afirmou a TF Agroeconômica. 

“Muito ao contrário, os preços chegariam 17,54% mais caros do que o preço mais caro pago pelo milho hoje no país, como mostra nosso cálculo de importação ao lado. Todos os dias os analistas da TF calculam os preços do milho proveniente da Argentina e do Paraguai, post compradores do oeste catarinense e do Rio Grande do Sul”, comenta a consultoria. 

De acordo com os cálculos da TF, o milho argentino chegaria praticamente empatado com o milho norte-americano, ao redor de R$ 86,44, mas o milho paraguaio chegaria ao Rio Grande do Sul ao redor de R$ 65,57, cerca de 12,57% mais baratos do que o milho nacional, mas as disponibilidades são reduzidas. “O que pode haver, tal como na soja, é um aumento de volume ofertado, com a consequente descompressão da demanda sobre os eventuais portadores de milho brasileiro, que, sem pedidos, poderão eventualmente reduzir os preços. Então o efeito é realmente, mais psicológico”, indica. 

“Os milhos importados do Paraguai chegariam ao Oeste do Paraná ao redor de R$ 71,66 (70,80); ao Oeste de Santa Catarina ao redor de R$ 79,75 (78,61) e ao Extremo Oeste de SC ao redor de R$ 81,43/saca (80,30). A cotação do milho argentino caiu para R$ 90,11 (90,37) e a do milho americano caiu para R$ 95,91 (96,78) no oeste de SC”, conclui. 


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