Ligeira alta no preço da carne reduz competitividade do frango

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Ligeira alta no preço da carne reduz competitividade do frango

Preços da carne de frango estão em leve alta em fevereiro, movimento que permitiu que a média mensal superasse a observada em janeiro
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Os preços da carne de frango estão em leve alta em fevereiro, movimento que permitiu que a média mensal superasse a observada em janeiro. No mesmo período, as principais carnes substitutas – bovina e suína – se desvalorizaram. Diante disso, a competitividade da proteína de frango diminuiu neste mês frente às substitutas. Apesar desse cenário, a demanda por carne de frango segue aquecida no mercado atacadista da Grande São Paulo, o que mantém os preços firmes.

Na parcial do mês (até o dia 27), o frango inteiro resfriado registra média de R$ 4,34/kg no atacado da Grande São Paulo, avanço de ligeiro 0,6% em relação a janeiro, quando foi de R$ 4,32/kg, e de expressivos 35% frente ao mesmo período do ano anterior, em termos nominais. A manutenção do preço em patamares mais elevados entre os dois primeiros meses de 2019 está associada à menor disponibilidade da proteína no mercado doméstico, influenciada pelo ritmo mais intenso de embarques ao front externo no correr de fevereiro e, ao mesmo tempo, pela menor produção.

A carcaça especial suína, também negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo, teve desvalorização de 2,5%, passando de R$ 6,06/kg em janeiro para R$ 5,91/kg na parcial de fevereiro. No comparativo anual, o movimento é de alta, com variação de 7%, em termos nominais. Apesar de a média de fevereiro estar inferior àquela de janeiro, a carne teve valorizações sucessivas no correr deste mês. Segundo agentes do setor, a falta de suínos em peso ideal para abate e a melhora nas exportações têm contribuído para que o preço da carne avance de forma contínua.

A desvalorização da carcaça casada bovina, por sua vez, foi menos intensa, de 0,3% entre janeiro e fevereiro, com a proteína negociada a R$ 10,45/kg na média parcial deste mês. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, a carne bovina está 6% mais cara atualmente, em termos nominais. Segundo agentes, ainda que a queda de preços em fevereiro tenha sido de pequena magnitude, as vendas da proteína estiveram desaquecidas no correr do mês – nem mesmo o Carnaval trouxe expectativas de reajuste nos preços ao setor.

Neste contexto, a diferença de preços entre a carcaça especial suína e o frango resfriado estreitou-se de janeiro para fevereiro, passando de 1,75 Real/quilo para 1,57 Real/kg, respectivamente. Essa movimentação indica redução de expressivos 10,2% na competitividade da carne de frango frente à suína.

Quanto à proteína bovina, era 6,16 Reais/quilo mais cara do que a carne de frango no primeiro mês do ano, passando para 6,10 Reais/kg na parcial de fevereiro. Deste modo, neste mês, a carne de frango ficou ligeiro 0,9% menos competitiva do que a bovina.

Insumos – Entre 20 e 27 de fevereiro, a movimentação de preços no mercado de grãos foi desfavorável ao avicultor de corte paulista. No período, a saca de 60 quilos de milho, negociada na região de Campinas (SP), teve valorização de 1,3%, a R$ 41,03 na quarta-feira, 27. Para o farelo de soja, a alta nos preços foi de 1,8%, no mesmo comparativo, com negócios ao preço médio de R$ 1.226,93 também no dia 27.


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