Lucro líquido da Sadia cresce 15,5% em 2002 e atinge R$ 234 milhões


Agronegócio

Lucro líquido da Sadia cresce 15,5% em 2002 e atinge R$ 234 milhões

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O câmbio favorável às exportações garantiu à Sadia, maior processadora de aves do País, recorde de produção e de vendas externas. O lucro líquido da empresa foi de R$ 234 milhões, 15,5% maior do que o obtido em 2001. A receita operacional bruta, de R$ 4,69 bilhões, cresceu 16,7% em relação à obtida no ano anterior. As exportações, de R$ 1,96 bilhão, foram responsáveis por quase 42% das vendas da empresa, de acordo com comunicado divulgado ontem pela companhia.

O aumento nas vendas externas foi de 29% em relação a 2001. O volume registrado foi de 585 mil toneladas, recorde da empresa, 23,9% maior que o de 2001. O resultado faz com que a Sadia permaneça no topo das exportadoras brasileiras de aves, com 23% do mercado.

Segundo a companhia, a superoferta de proteínas animais e a conseqüente depreciação dos preços internacionais levaram a empresa a priorizar o aumento de volumes no mercado internacional, agindo rapidamente num mercado que, em 2002, "superou por completo os efeitos dos problemas sanitários na Europa registrados em 2001".

As vendas foram para mais de 65 países, destacando-se na entrada no mercado do Pacífico Sul. Outro ponto importante para a empresa foram as vendas de carne suína para a Rússia. No geral, o segmento registrou aumento de 74,3% em volume e 65,7% em receita em relação a 2001. As exportações de industrializados caíram 1,6% em volume e cresceram 12,4% em receita, enquanto as aves cresceram 19,2% em volume e 23,9% em receita.

Em 2002, a Europa respondeu por 30% de participação na receita de exportação; o Oriente Médio, por 28%; terceiros mercados, por 25%; Ásia, por 15%; e Mercosul, 2%.

A empresa lançou 56 produtos no ano, entrou no mercado de águas minerais e tornou-se fornecedora regular do McDonald’s no Brasil. No mercado interno, a receita foi de R$ 2,729 bilhões (+9,3%). Os produtos de suínos subiram 26% em receita e 33,7% em volume; os industrializados, 16,2% e 7,2%, respectivamente, enquanto as aves caíram 6,3% em receita e 21,2% em volume.

Patrícia Nakamura - Panorama Setorial


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