Made in RS: a qualidade do azeite de oliva gaúcho

OLIVICULTURA

Made in RS: a qualidade do azeite de oliva gaúcho

Dicas simples podem ajudar a reconhecer um azeite de oliva extravirgem
Por: -Eliza Maliszewski
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O cultivo de oliveiras vem se consolidando no Rio Grande do Sul. Em solo gaúcho a oliva encontra as condições perfeitas para se desenvolver e gerar azeites de qualidade. Nos últimos anos foram investidos R$ 100 milhões em fábricas e na implantação de olivais e viveiros por parte de empreendedores gaúchos. O RS é o estado com maior área e perspectiva para a cultura no Brasil. Considerando-se que mais de 99% do azeite e das azeitonas em conserva consumidos no país são importados, o investimento no setor é promissor e o desafio, atualmente, é aumentar a produção. O Brasil é o segundo maior importador de azeite de oliva do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e a produção nacional corresponde a apenas 0,3% do consumo brasileiro.

Com dez unidades agroindustriais extratoras de azeites operando no RS, a previsão para a safra de 2019 é positiva. Estima-se que será a maior colheita de todos os tempos, tanto no estado como no Brasil, com produção de cerca de 160 mil litros de azeite, superior aos 58 mil litros de 2018. O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) estima que, até 2025, o Brasil atinja 20 mil hectares plantados.

Rota das Oliveiras

Durante a 42ª Expointer foi lançada a Rota das Oliveiras, que vai incluir municípios com expressão no cultivo de olivais, azeitonas e azeites com a ideia de incentivar o turismo e a gastronomia nessas regiões. Atualmente existem no Rio Grande do Sul cerca de 200 olivicultores cadastrados, nove plantas industriais extratoras de azeite e 32 marcas do produto para comercialização, em mais de 5 mil hectares.

Os municípios integrantes são Bagé, Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Camaquã, Candiota, Canguçu, Dom Feliciano, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Formigueiro, Pantano Grande, Pinheiro Machado, Piratini, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana do Livramento, São Gabriel, São Sepé, Sentinela do Sul e Vila Nova do Sul.

Combate às fraudes

No ano passado várias marcas de azeite foram autuadas pela Polícia Federal e Ministério da Agricultura por fraude. A Operação Isis, avaliou 107 marcas de azeite de oliva comercializadas por 65 empresas. 59,7% das amostras foram reprovadas e foram retirados das prateleiras trezentos mil litros de produtos irregulares – e mais 400 mil litros de outros produtos classificados como temperos, mas com rótulos de azeite de oliva.

Para auxiliar no combate às fraudes um grupo está sendo treinado para ser o oficial do Ministério da Agricultura em análise sensorial, que avalia as características do azeite de oliva no paladar definindo se de fato o produto é extravirgem. O procedimento é previsto na Instrução Normativa 01/2012 do Mapa. O azeite de oliva é dividido em extravirgem, virgem e lampante (este último não pode ser diretamente destinado ao consumo humano).

Como reconhecer se o azeite é de fato extravirgem?

As opções são muitas no supermercado, a maioria de importados. Não somos técnicos nem especialistas mas algumas dicas são importantes: no painel sensorial o azeite é colocado em um recipiente de vidro, tampa-se o topo com a mão e esquenta a base esfregando na mão. Depois leva-se ao nariz para sentir que cheiro vem. Por fim prova-se um pouco do azeite, espalhando pela língua e engolindo. Se o cheiro e o gosto lembrarem conserva ou vinagre talvez você não tenha um bom azeite em mãos. O ideal é que se sinta notas de ervas, grama, fruta madura e uma leve picância ao engolir. Outro indicativo é o preço. É inviável produzir um bom azeite extravirgem e vender a uma média de R$ 10.

No vídeo a seguir o técnico de laboratório do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul (LFDA-RS), Artur Rocha, e o Agente de Atividades Agropecuária da Superintendência Federal Agropecuária (SFA-RS), Lucas Karlinski, que participam do painel sensorial, dão dicas para que o consumidor evite ser enganado. Confira:


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