No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, quedas expressivas de até R$ 4,00/saca foram vistas, com preços que ainda orbitam em direção as médias do país, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado de soja no RS segue com movimentação abaixo daquilo que seria “normal” para o período do ano. Preços de pedra de cooperativas e cerealistas convergiram para a realidade de mercado, alinhando-se com preços do Paraná, por exemplo”, comenta.
“No porto a indicação de preço para pagamento em maio é de R$ 140,00 sobre rodas no melhor momento. Isso representa baixa de R$ 0,50/saca. No interior, em Cruz Alta preço passa por queda de R$ 0,50/saca, indo a R$ 133,00. Em Ijuí vemos o mercado mais apático, sem variações de preços, o que manteve a saca a R$ 133,00. Em Santa Rosa, assim como em São Luiz o preço passou por baixa de R$ 1,00/saca e foi a R$ 133,00”, completa.
Em Santa Catarina, o preço recua em R$ 1,00/saca no porto, com poucos volumes circulando. “Mercado segue em situação delicada, sem volumes suficientes andando para mitigar a crise de armazenamento que o Estado enfrenta. Os preços em queda impossibilitam a saída de muitos negócios, com isso produtor segue recuado. A essa altura a colheita de soja chega a 80%, com o produtor se demorando ao máximo. Alguns volumes tem saído, mas ainda mais focados em julho a preços de R$ 136,50”, indica.
Interior do Paraná marca quedas gerais de até R$ 2,00/saca, enquanto os negócios seguem lentos. “Semana segue com lentidão, não havendo reporte de negócios além de volumes de máxima necessidade, preços seguem sendo fortemente impactados pelas variações de Chicago o que faz com que os produtores recuem suas ofertas. Nos níveis atuais não há muita pressa de vender, pois os preços da região se veem consideravelmente abaixo de seus principais concorrentes e diante dessa expressão, simplesmente segurar a oferta gera altas em tempos um pouco mais longos”, conclui.