Mais uma inovação cooperativista em SC

Agronegócio

Mais uma inovação cooperativista em SC

A última novidade mais uma vez vem do sistema de crédito
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Como já nos referimos por diversas vezes nesse espaço, o cooperativismo catarinense, a exemplos do setor agrícola, tem sido pródigo em iniciativas pioneiras no sistema, muitas vezes copiadas por outros estados e nem sempre reconhecidas. Mas o importante é termos a consciência que estamos inovando e servindo de exemplo para os cooperativistas desse país. A última novidade mais uma vez vem do sistema de crédito.
O Sicoob - Central, ou seja, a Cooperativa Central de Crédito do Estado de SC, que reúne outras 44 cooperativas singulares de crédito, além da Coopercentral - Aurora e a Fecoagro, acaba de receber aprovação do seu projeto e a autorização do órgão controlador responsável, a SUSEP - para operar como corretora de seguros. Trata-se de uma conquista importante e que pode ser um instrumento notável para estimular a integração e a intercooperação nos diversos ramos do cooperativismo. Não deve ser inédita a autorização no país, pois, como se sabe a Unimed já está nesse mercado e outras Centrais de crédito fora do estado também atuam, mas restritos às suas cooperativas associadas.
 
A corretora catarinense será mais abrangente e o importante dessa conquista é a possibilidade de integração. Alem, de fazer o seguro para as cooperativas de crédito, a Corretora do Sicoob também estimulará as cooperativas agropecuárias a centralizarem seus seguros nessa organização, e os associados, tanto das cooperativas de crédito, como das de produção agropecuárias e outras, também terão a oportunidade de realizar seus seguros, das mais variadas modalidades e riscos, dentro do próprio sistema, e como é do principio cooperativista, participar dos resultados. Agora, falta a conscientização de dirigentes e operadores das cooperativas para canalizar essas apólices dentro do próprio sistema.
 
A intercooperação, sexto principio do cooperativismo, pressupõe que os diversos tipos de cooperativas pelo menos tentem negociar entre si. Evid entemente que o mercado é quem estabelece viabilidade, mas dentro da livre concorrência, seria salutar que todos os negócios cooperativos ficassem dentro do próprio sistema. Não há duvidas que a atuação das cooperativas ofereça outros benefícios econômicos e sociais na comunidade. Aqueles que discordam que confiram o quanto é diferente a ação de uma cooperativa e uma empresa convencional, especialmente para os menos privilegiados economicamente. O que falta mesmo é reconhecimento não apenas das autoridades, como dos próprios dirigentes, associados e líderes das comunidades. Pense nisso.

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