Mamão em baixa no Espírito Santo

Agronegócio

Mamão em baixa no Espírito Santo

A queda nas exportações de mamão fez com que muita gente procurasse atividades mais rentáveis
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Agricultores do norte do Espírito Santo reduziram pela metade o cultivo do mamão. A queda nas exportações fez com que muita gente procurasse atividades mais rentáveis.

O seringal já foi uma grande plantação de mamão. Mas o produtor preferiu trocar de cultivo após perceber que estava tendo prejuízo. “Devido à falta de incentivo do governo, à política agrícola mais adequada e à insegurança a família resolveu investir em seringueira”, justificou o agricultor Edvaldo Permagnane.

Ele não é o único a desistir do negócio. Após a crise mundial, a área plantada no norte do Espírito Santo foi reduzida pela metade. Com menos mamão, há menos emprego. Desta vez, são as mulheres que mais têm perdido lugar no campo. Elas eram as preferidas para a colheita e a seleção do mamão por causa da reconhecida delicadeza feminina. Mas agora esta característica não é tão valorizada nas culturas que substituem o mamão. As lavouras de seringueira, por exemplo, não empregam nem a metade. E nelas só trabalham homens.

É por isso que a trabalhadora rural Marcela Conceição e suas companheiras estão desempregadas. “Aqui agora é só negócio de seringueira, eucalipto e cana. Isso é mais serviço para homem do que para mulher por ser pesado”, disse.

A crise pode fazer a fruta sumir da dieta do Europeu ou do americano. As exportações já não iam muito bem por causa da desvalorização do dólar. Agora, com a queda na produção, está difícil encontrar mamão para mandar para o exterior.

“O custo dos produtores está muito alto. Então, para a exportadora conseguir continuar mantendo a atividade, realmente precisa ter redução de custos e despesas em outros fatores”, disse o exportador Roberto Paca.

O Espírito Santo é o segundo maior produtor nacional de mamão. Só perde para a Bahia.


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