Mandioca Kiriris rende 64 ton porhectare no Sul Sergipano

Agronegócio

Mandioca Kiriris rende 64 ton porhectare no Sul Sergipano

Variedade apresenta tolerância à podridão da raiz e versatilidade
Por: -Janice
5167 acessos
Bons níveis de produtividade, tolerância à podridão da raiz e versatilidade, podendo servir tanto de matéria-prima alimentar quanto para o consumo em mesa. Essas são características da mandioca Kiriris, variedade desenvolvida pela Embrapa e validada por produtores em diversas áreas do Nordeste.

Quando adotadas as orientações técnicas mais adequadas de preparo do solo, adubação e manejo da cultura, os resultados de qualidade e produtividade da Kiriris podem ser ainda melhores, com casos de até 64 toneladas por hectare em territórios sergipanos.

Foi o que comprovou a avaliação dos resultados da unidade demonstrativa (UD) implantada há um ano Povoado Macaquinho, em Umbaúba, no Território Sul Sergipano. No dia 26 de maio, técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) demonstraram a produtores e assistentes rurais os resultados da UD com colheita em 12 meses de ciclo.

A UD foi implantada em 16 de maio de 2010 e a colheita começou no último dia 25 de maio. Os técnicos da Emdagro mostraram a 27 produtores de povoados do município, além de representantes da Secretaria Municipal de Agricultura, a importância de seguir as orientações técnicas recomendadas pela Área de Transferência de Tecnologias da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE).

Adotando as práticas recomendadas no sistema de produção estabelecido pela Embrapa, os técnicos avaliaram como excelente a produtividade obtida, com 21,3 toneladas na área de 0,33 ha, projetando 64,5 toneladas de raízes por hectare.

As recomendações chamam a atenção para o controle de vegetação espontânea até 50 dias após a brotação das manivas-sementes, base fosfatada integral nos berços de cultivo, manivas contendo um mínimo de 8 gemas, respeito à época de plantio para o município, entre abril e maio, e parcelamento das adubações nitrogenada e potássica aos 45 e aos 60 dias após o plantio.

Os técnicos ressaltam que foram aplicados nas linhas de cultivo, 30 dias antes do plantio, 200 quilos de gesso agrícola, insumo de baixo custo, pouco difundido, mas de elevada resposta pela melhoria que seu uso racional atribui às propriedades físicas nos solos do Sul Sergipano.

Variedade

A variedade de mandioca Kiriris foi desenvolvida pela Embrapa dentro do programa de melhoramento genético de mandioca para o Nordeste, liderado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas – BA) em articulação com a Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Trabalhos recentes mostram que a variedade Kiriris pode ser usada no preparo de diversos pratos e não apenas para produção de farinha, como se pensava. A Kiriris tem grande aceitação no Nordeste, principalmente em Sergipe, por ser tolerante à podridão de raiz, uma das principais doenças que afeta a cultura da mandioca na região.

Análises realizadas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura mostraram que a variedade Kiriris, lançada pela Embrapa em 2001, possui teor de ácido cianídrico (HCN) por quilo de raiz fresca sem casca em torno de 26mg, o que a classifica no grupo de mandioca mansa.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Ivênio Rubens de Oliveira, essa é uma informação muito importante para os produtores porque agrega novos valores a esta cultivar. “A Kiriris passa a ser a macaxeira mais produtiva e ainda tolerante à podridão de raízes. E o fato de ser um aipim, não altera o seu uso na fabricação de farinha”, explica.

O pesquisador faz uma ressalva no que se refere ao uso dos restos da mandioca na alimentação animal. “A casca e entrecasca possuem uma alta concentração de ácido cianídrico, o que pode vir a ser prejudicial para os animais, e por isso não devem ser usadas frescas”, explica.

As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Tabuleiros Costeiros.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink