Manejo adequado é fundamental na vacinação

Agronegócio

Manejo adequado é fundamental na vacinação

Às vésperas do início da última etapa da campanha contra aftosa em MT, técnicas alertam para os cuidados necessários
Por: -Wisley Tomaz
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Às vésperas do início da última etapa da campanha contra febre aftosa em MT, técnicas alertam para os cuidados necessários

Tem início na semana que vem a última etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Estado, o que exige técnicas de manejo racional envolvendo manuseio, transporte e aplicação de vacinas nos rebanhos bovinos e bubalinos. O objetivo é elevar o nível de qualidade e padronização das carcaças de animais enviados ao abate. E, também, para que o Estado entre no 16º ano com o status de livre da contaminação da febre aftosa, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Mato Grosso tem o maior rebanho bovino e bubalino do país, 27.247,018 cabeças.

De acordo com o médico veterinário Fernando Antônio Moretto, responsável pelo Programa de Febre Aftosa do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), a execução de um bom manejo de vacinação começa com o planejamento de cada uma das etapas. Entre elas está a definição de quem serão os profissionais responsáveis pela vacinação e o que farão durante o procedimento. Já que é fundamental a preservação do bem estar dos animais, evitando maus tratos.

Depois, os produtores devem fazer a aquisição das vacinas em empresas cadastradas no Indea e no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de observar atentamente se a vacina está dentro do prazo de validade, possue selo holográfico do Mapa, com a devida identificação da vacina, frasco por frasco, que dá ao produto a garantia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), entidade que reúne os laboratórios fabricantes de produtos veterinários no Brasil.

Ao ser feito o transporte das vacinas, é fundamental observar que se trata de produto biológicos que deve ser mantido sob temperatura de refrigeração, ou seja, entre 2º e 8ºC. Para isso, os frascos deverão ser colocados em caixas isotérmicas (de isopor, por exemplo) em bom estado de conservação, com gelo em quantidade compatível ao número de frascos de vacinas, que deverão ser bem tampadas lacradas, a fim de não permitir a perda excessiva de frio em seu interior. Elas devem ser acondicionadas em uma proporção de 1/3 de volume da vacina para 2/3 de gelo.

Segundo Marcos Malacco, médico veterinário e gerente técnico da Merial Saúde Animal, empresa de fabricação de vacinas, a execução do manejo de vacinação é imprescindível para garantir bons resultados aos pecuaristas. Segundo ele, as seringas e agulhas a serem utilizadas na vacinação têm que estar previamente lavadas e esterilizadas. Além disso, no caso das seringas, devem estar bem lubrificadas. O melhor processo para esterilização do material é a fervura. Antes de cada vacinação, as seringas devem ser convenientemente desmontadas e todos os seus componentes lavados com água, sabão e detergente.

Outro fator importante é o período da vacinação que deve ser sempre nos horários mais frescos do dia. A vacina é aplicada no terço médio do pescoço, na região cervical.

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