Mapa lança opção privada para o RS

Agronegócio

Mapa lança opção privada para o RS

Previsão é de que primeiro pregão oferte 85 mil toneladas de arroz ao Estado e 15 mil a Santa Catarina
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O Ministério da Agricultura anunciou ontem os leilões de Prêmio de Risco de Opções Privadas para o arroz colhido no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A operação total soma 1 milhão de toneladas, sendo 850 mil para o RS e 150 mil para SC. O primeiro pregão ocorre no próximo dia 27. Serão ofertadas 100 mil toneladas: 85 mil t para os gaúchos e 15 mil t para os catarinenses. O preço de exercício será de R$ 27,00 por saca de 50kg, para o arroz em casca tipo 1, rendimento de 57% a 59% de grãos inteiros. A entrega do produto deverá ocorrer entre os dias 16 a 26 de junho deste ano, com pagamento contra a entrega.

O valor do prêmio poderá ser menor se houver maior disputa no leilão a ser promovido pela Conab e caso os preços reajam no mercado. Os leilões serão semanais. O governo pagará o prêmio de R$ 3,00 por saca e a indústria pagará R$ 24,00.

O mecanismo inédito permitirá ao orizicultor receber R$ 27,00 num prazo de 60 dias contra os R$ 22,00 praticados hoje no mercado. "A intenção do governo é assegurar remuneração aos produtores que vêm acumulando perdas com a queda nos preços do arroz", explica o secretário de Política Agrícola do Mapa, Ivan Wedekin. "É uma ferramenta que vem em boa hora. Vínhamos trabalhando em cima disso havia um ano", avaliou o presidente da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong.

Além dos leilões de Prêmio de Risco de Opções, Wedekin revelou que o Mapa também promoverá operações de compra de arroz. Para este mês foram disponibilizados R$ 25 milhões para Aquisições do Governo Federal (AGF) do produto nos estados onde o preço de mercado estiver abaixo do preço mínimo de garantia. O diretor de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares, calcula absorção de 70 mil toneladas de um total previsto de 250 mil toneladas. "É outra ferramenta de suporte neste momento crítico. Olhamos com bons olhos a disponibilidade do governo."


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