Maracujá-alho controla mal de Parkinson
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Imagem: Fabiano Bastos
DESCOBERTA

Maracujá-alho controla mal de Parkinson

A fruta provocou um aumento no nível de dopamina no cérebro dos animais
Por: -Eliza Maliszewski

Um estudo conjunto desenvolvido pela Embrapa, Universidade de Fortaleza (Unifor) e Universidade Federal do Ceará (UFC) comprovou que o maracujá-alho (Passiflora tenuifila Kilip) para reduzir tremores similares aos do mal de Parkinson e de outros distúrbios relacionados à coordenação motora e ao sistema nervoso central. A descoberta pode abrir caminho para a produção de alimentos funcionais e fitoterápicos a base da fruta.

Os testes foram realizados com ratos em laboratório e mostraram bons resultados. Os animais foram induzidos a desenvolver a doença e receberam doses diárias da fruta por 21 dias. Foram usados frutos (casca, polpa e sementes) triturados e liofilizados. Os roedores que receberam doses de maracujá-alho (200 e 400 mg/kg) apresentaram diminuição na atividade locomotora sem alterações na coordenação motora, indicando uma ação sedativa sem relaxamento muscular. Também apresentaram aumento no comportamento de exploração, indicando uma atividade ansiolítica. 

A pesquisa foi motivada pelo conhecimento popular que usa a fruta para tratar tremores. O maracujá-alho é nativo da biodiversidade brasileira e recebe este nome pelo seu cheiro característico. “Os resultados obtidos no nosso estudo foram muito importantes, pois evidenciaram que além da ausência de toxicidade, o maracujá-alho possui efeito ansiolítico, sedativo, anticonvulsivante e neuroprotetor, tornando-o uma fonte promissora de compostos funcionais com efeitos no sistema nervoso central”, conclui a pesquisadora da Unifor, Adriana Rolim.

Os testes ainda carecem de outros ensaios clínicos que comprovem uma dose segura e eficaz para o uso em humanos. O artigo foi publicado  no Journal of Functional Foods, com o nome “Passiflora tenuifila Killip: assessment of chemical composition by 1H NMR and UPLC-ESI-Q-TOF-MSE and its bioactive properties in a rotenone-induced rat model of Parkinson’s disease”  e pode ser visto na íntegra aqui.
 


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