Mato Grosso: custo do algodão recua em setembro
Custeio do algodão em Mato Grosso cai 0,03% em setembro
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O custo de produção do algodão em Mato Grosso apresentou leve recuo em setembro de 2026, mas o produtor ainda precisa comercializar a pluma por, no mínimo, R$ 119,61 por arroba para cobrir o Custo Operacional Efetivo (COE) da safra 2026/27, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base no projeto CPA-MT. O valor é o maior registrado desde a safra 2022/23 e reforça a importância do controle de despesas e do planejamento comercial para preservar as margens da atividade.
Em setembro, o custeio estimado da safra 2026/27 ficou em R$ 10.615,04 por hectare, queda de 0,03% em relação a agosto. A redução foi influenciada principalmente pela diminuição dos gastos com defensivos, embora aumentos em outras despesas tenham limitado o recuo. Já o COE foi estimado em R$ 15.239,62 por hectare, redução de 0,07% na comparação mensal. Apesar da leve queda nos custos, o patamar necessário para cobrir as despesas operacionais segue elevado.
Segundo dados divulgados pelo Imea, com base no projeto CPA-MT, o custeio estimado do algodão em Mato Grosso passou a R$ 10.615,04 por hectare em setembro de 2026, recuo de 0,03% em relação à projeção de agosto. O principal fator para a redução foi a queda de 0,18% nas despesas com defensivos. No entanto, o movimento foi parcialmente compensado pelo aumento de 1,09% nos gastos com operações mecanizadas e de 1,59% com arrendamento. Essas altas limitaram a diminuição do custeio, resultando em uma variação mensal pouco expressiva. O comportamento dos diferentes componentes de custo mostra a importância de acompanhar tanto os insumos quanto as despesas operacionais e de uso da terra.
O Custo Operacional Efetivo (COE) da safra 2026/27 foi estimado em R$ 15.239,62 por hectare, redução de 0,07% em relação à projeção de agosto, segundo dados divulgados pelo Imea. Considerando a produtividade média prevista de 127,41 arrobas por hectare, o produtor de algodão precisa vender a pluma por pelo menos R$ 119,61 por arroba para cobrir o COE. De acordo com o levantamento, esse é o maior valor registrado desde a safra 2022/23. O indicador evidencia a pressão das despesas operacionais sobre a atividade, mesmo diante do recuo mensal dos custos.
Embora os custos tenham apresentado redução em setembro, a pequena variação não elimina os desafios para a rentabilidade da cotonicultura em Mato Grosso.
Segundo dados divulgados pelo Imea, o controle das despesas e a adoção de estratégias de comercialização serão fundamentais para preservar as margens da atividade na safra 2026/27. Nesse cenário, acompanhar a evolução dos custos por hectare, avaliar as despesas operacionais e planejar a venda da pluma são medidas importantes para o produtor diante do preço mínimo necessário para cobrir o COE.